23 de novembro de 2011

Música gospel e direitos autorais

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Sempre fui contrário à proteção de louvores em entidades que lucram com os direitos autorais. Os louvores pertencem ao Autor da Vida e somente Ele tem a prerrogativa de ser o único proprietário de tudo, principalmente dos louvores que tem origem nos céus.

Outro dia fui postar um vídeo no YouTube e o mesmo retornou com uma mensagem “O seu vídeo pode conter música que pertence ou é administrado pela Entidade tal e qual”. Esta mensagem está me alertando para o fato de que eu estou utilizando uma música que é protegida pela lei de direitos autorais, inclusive em nível internacional.

Que música é essa? É um louvor a Deus. Alguém, inspirado pelo Espírito Santo, compôs uma linda música e a registrou como de sua autoria e propriedade, para impedir que seja veiculada sem que haja uma compensação financeira pela utilização da mesma. Isso inclui sua casa, rádio, tv, internet, igrejas, praças públicas, e toda forma de utilização, seja em forma sonora ou visual. O hilário dessa história toda é que num evento de formação de alunos no curso teológico, resolvemos cantar “Bendito seja o nome do Senhor”, traduzido da música gospel “Blessed be the name of the Lord”. Então, para cantarmos essa música, teríamos que ter autorização do autor, ou pagar por ela.

Vejam que triste essa situação: milhares de igrejas em todo o Brasil, cantam músicas gospel que estão protegidas por direitos autorais, sem pagar um centavo por isso. O certo, seria haver em todos os cultos, uma coleta especial para pagar “direitos autorais”, e esse valor ser depositado na conta das agencias administradoras de direitos autorais para que fossem repassados aos “autores”. Mas, quem faz isso? Estão os pastores conscientes disso, ou fazem vistas grossas para o fato?

E você, caro leitor, saiba que a maioria dos louvores cantados em sua igreja, estão protegidos pelos direitos autorais. Cantá-los sem pagar nada às agências administradoras desses direitos, é crime previsto em lei. Estamos comentendo crime enquanto louvamos? Sim. Tristemente. Estamos comentendo crime contra direitos autorais enquanto levantamos nossas mãos para louvar a Deus.

Por que coloquei “autores” entre aspas? Simples. Não somos autores de nada. Deus é o sumo Autor de todas as coisas. Não deveríamos nunca registrar um louvor em nosso nome muito menos cobrar por ele. Vou mais além: nunca um louvor deveria ser vendido, repito “NUNCA UM LOUVOR DEVERIA SER VENDIDO”, nem em forma de CD, DVD, download, ou outro meio qualquer, porque isso fere o princípio bíblico “de graça recebestes, de graça dai” (Mt. 10:8) e também do princípio de não podemos fazer do evangelho “causa de ganho” conforme I Tim. 6:5.

Alguem poderia indagar: então, como os cantores e cantoras gospel vão se sustentar? Resposta: trabalhando, e não fazendo do evangelho “causa de ganho”. Eles que vão trabalhar fazendo qualquer coisa, menos vendendo louvores. Louvor não é um produto vendável. É uma oferta a Deus. E oferta, não pode ser vendida. Não posso dar a Deus um louvor e depois copiá-lo e vendê-lo às pessoas. É um absurdo teológico inaceitável. Poderiam ser distribuidos para divulgação sem custo, pagando-se apenas a mídia. Isso seria um desestímulo aos comerciadores da Palavra de Deus: imaginem se ninguém mais comprasse CDS e DVDS gospel. O que cantaríamos? Os milhares de hinos compostos por verdadeiros cristãos e consagrados como livres de direitos autorais.

A Bíblia é um compêndio de livros de onde retiramos toda inspiração para pregar, adorar e fazer músicas. Essa fonte pertence a Deus, que é o Autor dela. Os fragmentos dessa Autoria não podem ser utilizados e registrados em nome de homem algum. Registrá-los como direitos autorais de alguém, é mentira.

Autor de vários hinos cristãos de livre utlização.

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22 de outubro de 2011

As falcatroas do Julgamento de Jesus Cristo

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Hoje gostaria de abordar o julgamento mais comentado da história geral, o Julgamento de Cristo Jesus.

Cabe salientar, em primeiro lugar, que Cristo fora condenado não por suas práticas milagrosas ou por ter violado o sábado, mas pelo simples fato de ter se nomeado o Filho de Deus e o próprio Deus encarnado, em outras palavras, a questão de seu julgamento seria a sua identidade. As autoridades religiosas e os próprios judeus acreditavam que as afirmações de Jesus eram uma blasfêmia e por essa razão deveria ser julgado e condenado.

Podemos destacar que Cristo, durante seu ministério público, jamais deixou de enfatizar a relação fraternal que Ele mantinha com o seu Pai e jamais deixou de anunciar quem Ele realmente era. Não só Jesus se auto intitulou ser Deus (YHWH) (João 5.17-18; João 8.19-58), como também seus seguidores e discípulos o reconheciam como o Messias e Filho do Deus Altíssimo.

Quanto ao seu julgamento:

O propósito declarado dos líderes religiosos judeus era, conforme se lê em Mateus 26:4 prender Jesus, à traição, e mata-lo. Mas diziam: não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo. Isso posto, o que interessava a eles não era a legalidade, e sim, desfazer-se de Cristo de qualquer modo. Por esta razão, eles praticaram tantas e tão graves irregularidades, durante o julgamento de Jesus. Essas irregularidades por si só teriam anulado o julgamento.

Consideremos três lances decisivos desse injusto julgamento.

1) O Exame preliminar João 18:19,24. O propósito desse interrogatório era reunir provas contra Ele. Na verdade o Senhor não aceitou essa irregularidade, insistindo que apresentassem as acusações contra Ele, afinal as acusações devem vir antes de qualquer interrogatório, como se vê os judeus já estavam dispostos a condenar o inocente antes do julgamento começar. Bastaria isso para desqualificar os juizes diante de qualquer tribunal sério.

2) O julgamento noturno ilegal. Segundo uma estipulação da lei judaica era proibido fazer julgamento à noite. Mas, ou as autoridades religiosas judaicas passavam por cima desta lei ou correriam o risco de não conseguir condenar a Jesus. Enquanto o Sinédrio se reunia, os principais sacerdotes trabalhavam freneticamente para arrumar testemunhas de acusação disposta a mentir, mas, embora estavam todas arranjadas e preparadas para mentir não havia concordância entre elas marcos 14:56.

3) A decisão matinal determinada. A reunião de sexta feira pela manhã, teve o propósito de prestar um ar de legalidade à decisão tomada na noite anterior, e planejar como a questão seria apresentada à Pilatos. A acusação que o Senhor teria blasfemado ao afirmar que era o filho de Deus era uma acusação religiosa e certamente Pilatos não daria ouvidos a esse tipo de acusação. Além do mais não foi averiguado os fato para ver se Jesus estava falando a verdade ou era mesmo uma blasfêmia.

O julgamento romano

1) Tentativa de evasão. Os judeus deram a entender que queriam que Pilatos cedesse à vontade deles, encarregando-se o governador somente da execução do réu, mas deixando com eles o direito de sentenciá-lo a morte. Todas a razões dos líderes religiosos eram vãs e o governador seria obrigado a declara-lo inocente. Marcos 15:10. Acusação sem fundamento. As acusações giravam em torno de três questões básicas:

Jesus pervertia a nação;

Impedia o pagamento de impostos; e

Declarava-se rei.

As duas primeiras foram descartadas, só a terceira foi que Pilatos deu maior atenção.

3) Exame e absolvição. O dialogo entre Pilatos e Jesus foi breve. Diante da pergunta de Pilatos: "És tu o rei dos judeus?" Jesus mostrou que não se interessava por qualquer poder político deste mundo, quando respondeu: João 18:38,38. Bastou isto para Pilatos ficar convencido da inocência de Jesus, por isso lemos que terminado o diálogo Pilato disse: Eu não acho Nele crime algum. Ora este veredicto deveria ter posto fim a esta questão.

4) O parecer de Herodes. Na tentativa de se livrar do problema, Pilatos mandou a questão até Herodes, o qual após ridicularizar, humilhar e bater em Jesus mandou de volta, o que ficou claro que nem mesmo Herodes achou algo que o condenasse a morte Lucas 23:14,15.

5) Jesus ou Barabás. Vemos que o criminoso foi solto e que o inocente foi vitima dos mais cruéis castigos que alguém poderia suportar. Pilatos procurou inocentar-se do crime que estava por cometer ao dizer : Estou limpo do sangue deste INOCENTE. Mas a reação do povo foi : Caia sobre nós o seu sangue, e sobre nossos filhos ! Mateus 27:17,26.

6) Eis o Homem. Em último apelo aos sentimentos de humanidade dos judeus, Pilatos apresentou Jesus, sangrando com as chicotadas recebidas, com a coroa de espinhos na cabeça e com o manto púrpura, com que os soldados romanos haviam zombado e tripudiado dele. As palavras de Pilatos, ao exibir Jesus à furiosa multidão, devem ter soado extremamente fora de lugar e sem sentido: "Eis o homem!"(João 19:5).

7) A sentença. E, pela última vez, Pilatos sentenciou: "Tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum" (João 19:6). E também pela ultima vez, os judeus incrédulos sentenciaram: "Temos uma lei, e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus"(João19:7). Então Pilatos entregou Jesus às mãos das autoridades judaicas, para que ele fosse crucificado. Estava terminando o julgamento. Os dois maiores tribunais do mundo tinham acabado de decretar a maior injustiça que já se cometeu oficialmente à face da terra. Nem o tribunal religioso e nem o tribunal civil serviram, realmente, à justiça! Foi somente para tentar aplacar aos judeus que Pilatos permitiu a crucificação de Jesus! Alguns anos mais tarde, Pilatos foi tirado do governo da Judéia, e acabou se suicidando, embora, para isso só contemos com tradições um tanto duvidosas. Mas, antes disso, ele deve ter tido muitos pesadelos que envolviam um obscuro carpinteiro da Galiléia, a quem não se fizera justiça!

O Caminho foi oferecido, mas NÓS O rejeitamos e O desvíamos. Pense nisso!

Por Elder Cunha

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19 de outubro de 2011

Idolatria Evangélica "Neognosticismo"

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Observando o evangelicalismo popular brasileiro, mais conhecido como "zoológico gospel", podemos identificar muitas aberrações e zombarias com aquilo que chamamos de sagrado. É impressionante como Satanás tem procurado enganar os cristãos, conduzindo-os para longe da pureza e da simplicidade encontradas em Cristo, que é todo suficiente ( II Cor 11.3), e sempre tem encontrado pessoas dispostas a renegar a verdade em troca de qualquer coisa nova e incomum. Buscar algo mais é como bater freneticamente numa porta, a procura do que está lá dentro, sem perceber que você tem uma chave em seu bolso para abrir a porta.

Uma das primeiras negações a suficiência de Cristo foi o gnosticismo, uma seita que surgiu nos primeiros quatro séculos da história da igreja. Criam que possuíam um nível de conhecimento espiritual mais elevado do que o crente comum e que esse conhecimento secreto era a chave para a iluminação espiritual e salvação. Tal heresia levou muitos na igreja a buscarem um conhecimento oculto, além daquilo que Deus já tinha revelado em sua Palavra e através de seu Filho.

O gnosticismo, na realidade, nunca morreu. Traços de sua influência tem infectado a igreja através de sua história. Atualmente, uma tendência neognóstica de se buscar conhecimento oculto vem ganhando uma nova influência e trazendo consigo resultados ruins. Isso acontece em ambientes (igrejas) onde são toleradas uma doutrina imprecisa e uma negligente exegese bíblica. Tais fatos levam as pessoas a buscar algo mais que a simples suficiência que Deus providenciou em Cristo. Hoje, como nunca antes, a igreja tem se tornado negligente e atordoada quanto a verdade bíblica, e isso a tem conduzido a uma busca sem precedentes pelo conhecimento oculto. Isso é neognosticismo.

Um dos problemas do neognosticismo é o pragmatismo, ou seja o fim justifica os meios, mas será que justifica mesmo? As igrejas, em seu zelo por atrair incrédulos, estão incorporando quase todo tipo de entretenimento. Trata-se de uma tentativa de alcançar seus objetivos espirituais através de uma metodologia humana e carnal e não por meio do poder sobrenatural.

Essa questão nos leva a uma outra palavra chave, chamada: Idolatria Evangélica.

“ Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. 1 Coríntios 3:10-11.

Muitos evangélicos entendem como idolatria apenas o fato de pessoas adorarem imagens de escultura, motivo esse que sempre foi principal ponto de divergência com os católicos. No entanto temos visto tantos absurdos nas igrejas Evangélicas que podemos questionar até que ponto a IDOLATRIA, ainda que de forma diferente, têm sido uma realidade assustadora entre nós?

O QUE SERIA IDOLATRIA?
Adoraração a imagens? Certamente não!IDOLATRIA é tudo aquilo que “substitui” a suficiência da Pessoa de Jesus Cristo e sua Palavra.

A referência bíblica supracitada Paulo nos ensina que ninguém pode lançar outro fundamento além do que já foi posto, que é Cristo. Quando passamos a lançar outros fundamentos que não seja Cristo Jesus, logo estamos tentando substituí-lo e por isso nos tornamos IDÓLATRAS.

As igrejas evangélicas não possuem imagens de “santos” nem de outros deuses, mas praticam a idolatria devido a tantos outros “fundamentos” que se têm lançado. Não é a toa que Paulo alerta: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” II Cor 11:3 .

Como nós evangélicos temos nos afastado da simplicidade que há em Cristo. Nós já temos, em Cristo, tudo que precisamos para enfrentarmos qualquer provação, tentação, dificuldade com as quais possamos nos deparar nesta vida. Mesmo o recém convertido possui recursos suficientes para cada neceissade espiritual que possa ter. A partir do momento da salvação, cada cristão está em Cristo ( II Cor.5.17), e Cristo está nele (Cl.1.27). O Espírito Santo habita no cristão (Rm 8.9), e o cristão é seu santurário (I Cor 6.19). Portanto, cada cristão é um depósito de riquezas espirituais divinamente outorgadas. Nenhuma outra coisa (segredo oculto, doutrina) pode levar o cristão a um nível mais elevado de vida espiritual. (II Pe.1.3)

Ocorre que se tem lançado tantos outros fundamentos fora de Cristo e por isso, muitos de nós se tornado idólatras. Podemos constatar isso mediante aos falsos ensinos e heresias que estão se alastrando dentro das igrejas. Se pregam por aí, tantas “abobrinhas e chuchus", valendo-se de passagens bíblicas fora de contexto e interpretações equivocadas. Até parece que o sacrifício vicário de Jesus Cristo não há mais valor, pois damos mais espaço para outras formas de redenção e justificação.

Como se tem induzido o povo a confessar os seus pecados cometidos desde a infância, e aonde fica nossa total redenção conquistada lá na Cruz? E o perdão e a vida nova em Cristo ? Não existe mais? O que falar do ensinamento que devemos nos “judaizar”; tocar shofar; guardar os sábados; adorar réplicas mal feitas da arca da aliança, como se o véu do santuário não estivesse rasgado e como se o Santo dos Santos já não estivesse aberto para nós - através do sangue de Cristo.

A Bíblia é bem clara e nos nos revela as maravilhas de Deus através de Jesus, porém muitos preferem os rituais e as técnicas e tantos outros fundamentos fora do Salvador.

“E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo”. Mc 15:38

“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, PELO SANGUE DE JESUS, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é , pela sua carne;” Hb 10:19-20.

Como se fosse pouco a barbaridade de tentar anular a Graça e lançar o fundamento da lei, muitos corrompem o Evangelho e acentuam a ganância do homem lançando outro fundamento, que é a cobiça.

A teologia da prosperidade tem colocado dentro das igrejas um altar para o deus da riqueza, Mamom. Toda sorte de barganhas e negociações têm sido ensinada aos cristãos, inclusive atribuindo o tamanho da “bênção de Deus” aos bens materiais que se possui, como se nossa herança não fosse eterna.

Inúmeros amuletos e elementos de idolatria também têm sido valorizados em nosso meio, como se esses, em si mesmos, possuíssem poder para liberar bênçãos divinas. Podemos iniciar a lista dos patuás gospel com o “óleo ungido”, atual água benta dos evangélicos, utilizado como “ativador” de unção e milagres, vendidos de várias formas em pequenos vidrinhos com instruções para “ungir” paredes, portas, comida e até cuecas dos maridos mais assanhados.

Na onda do sincretismo religioso, encontramos também as pulseiras proféticas, saquinhos milagrosos contendo areia da terra santa, garrafinhas com água do Rio Jordão, fogueiras santas, rosas ungidas, sal grosso, sabonetes da cura, a chave que abre portas e tantas outras práticas ocultistas e supersticiosas com roupagem evangélica. E o que falar da meia do "apóstolo Valdomiro"? Não há o que falar, só se lamentar por tamanha ignorância e meninice desse homem. Que tal trocarmos as meias desse homem pecador, pelo sangue de Cristo Jesus, que é gratuido? Esse sim poderoso e milagroso.

“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” Gálatas 1:6-9

Submeter-se a vontade de Deus é a pedra fundamental da vida cristã. Pense nisso!

Por Elder Cunha

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17 de outubro de 2011

Bom Dia Espírito Santo? Conta outra...Benny Hinn!

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Gostaria de com essa postagem, deixar bem claro minha insatisfação com aqueles que não encontram em Cristo Jesus e nas Escrituras a suficiência de se viver a plenitude da vida cristã. Homens e mulheres que se intitulam autoridades de Deus, entretanto se  valem do pragmatismo e do misticismo para manipular vidas e as enredar com suas práticas e filosofias chulas.

Qual cristão, ainda, não ouviu comentários ou efetuou a leitura do livro Bom Dia Espírito Santo, cujo autor é o conferencista e "revelacionista" Benny Hinn ? Enfim, aprecie com moderação o artigo abaixo.

Artigo publicado por Solano Portela. Visite seu site! http://www.solanoportela.net/

"Vamos presumir a familiarização dos leitores com Benny Hinn e com a linha doutrinária exposta em seus livros, a qual está plenamente inserida dentro do movimento carismático contemporâneo. Tendo já escrito, anteriormente, Bom Dia, Espírito Santo (Bompastor Editora, 1993), temos agora mais um trabalho dentro do mesmo tema e já o anúncio de que haverá uma próxima obra sobreOs Dons do Espírito Santo, a ser publicada logo a seguir (p. 348, do livro resenhado, Nota 10).

À semelhança de seus trabalhos prévios, além de algumas exposições bíblicas, o livro é extensamente autobiográfico. Ele contém detalhados relatos pessoais sobre a sua infância, em Israel (p. 73), sobre a influência recebida de seus familiares (pp. 74-76), sobre a sua conversão e momentos difíceis vividos após ela (pp. e 83), e sobre a sua numericamente bem-sucedida carreira, no campo do evangelicalismo moderno. Esta carreira culmina com a fundação do Centro Cristão de Orlando (Orlando Christian Center), uma igreja interdenominacional com mais de sete mil membros registrados (p. 154). Esta linha autobiográfica torna a obra interessante à leitura, e serve de veículo para a canalização das inúmeras experiências extraordinárias relatadas pelo autor, que já fazem parte ordinária de sua vida: por exemplo, ele registra sua conversão em 1972, quando deveria ter entre 20 a 21 anos de idade (P . 21), mas já aos 11 anos teria tido uma "visão do Senhor Jesus," (p. 19) na qual pode observar "as marcas dos pregos em suas mãos" (p.20); . Possivelmente, encontraríamos também, neste aspecto íntimo e pessoal do livro, aliado à fácil linguagem e desenvoltura na narrativa, a explicação pela popularidade e ampla aceitação das suas obras.

Também a exemplo dos livros anteriores, Benny Hinn relata vários diálogos com Deus, com o Espírito Santo, e revelações diretas recebidas dele (exemplos: p. 122 - onde o nome do seu primeiro filho foi revelado, anos antes dele nascer; ou a revelação sobre a sua segunda filha, que "seria uma grande guerreira de oração", na p. 123). Ficamos intrigados com estes relatos: será apenas uma forma hiperbólica de expressão? Será simplesmente uma maneira retórica de registrar a comunhão normal que os crentes mantêm com o Espírito Santo, como aquele que habita em cada um dos preciosos redimidos de Cristo? Será que um crente comum, não iniciado nesta casta super-espiritual, não expressaria as mesmas situações vividas, dizendo o seguinte: "fiquei pensando no assunto, pedindo a orientação de Deus em oração e saí com a convicção de que este deveria ser o curso d e ação seguido; ou de que este ou aquele nome honraria a Deus na minha criança; ou ainda, de que deveria aplicar todos os meus esforços, sob a orientação de Deus, para que a minha filha fosse consagrada e uma bênção em sua vida..." Mas não, a forma como Benny Hinn coloca as coisas, transmite a idéia de que ele vive sua vida em um estágio perene de revelação. O extraordinário e o incomum já fazem parte do seu cotidiano. Por exemplo: falando sobre o evangelista inglês Smith-Wigglesworth, famoso por sua atuação no campo da cura e influente na família de sua esposa, ele registra, sem o mínimo grau de questionamento ou cautela, a declaração que "19 pessoas ressuscitaram dos mortos através do ministério dele" (p.117).

Podemos tirar, entretanto, uma conclusão dos seus relatos destas interações com o Espírito Santo: Estes diálogos revelacionais, supostamente mantidos, nãoconstituem garantia de certeza quanto aos passos revelados. Como exemplo disso, temos o registro de seus planos para a fundação de uma igreja. Diz ele que já sabia "que Deus queria que eu começasse uma igreja", e que "também sentia que sabia exatamente onde ela deveria ser: Phoenix, Arizona" (p. 149). Esperar-se-ia que uma revelação tão precisa, advinda da parte de Deus, estaria acima de qualquer reversão posterior. Ocorre que existiram várias "revelações" subsequentes, dadas a amigos colaboradores seus, à sua esposa, e até a um homem a quem ele não conhecia, e que lhe disse: "O Espírito Santo está me dizendo que você deve iniciar uma igreja em Orlando..." (p. 150). Estas "revelaçõ es" adicionais (se bem que contraditórias à primeira) o levaram a "ouvir" do Espírito Santo: "Benny, você deve iniciar uma igreja em Orlando" (p. 151).

Qual a nossa conclusão? Que a primeira "revelação" era errônea, mas a segunda verdadeira? Qual o crivo a que devemos submeter as revelações de Benny Hinn, para saber se vêm do Espírito? Temos que aceitar tácita e tranqüilamente estas "revelações" que supostamente advêm do Espírito e que nos são apresentadas como normativas em nossas vidas, quando ele próprio registra a contradição (mas não dá sinais de admitir o exagero retórico de suas colocações)? Temos de responder pelo menos com três sonoros nãos. Não devemos deixar que sejamos manipulados por qualquer um que venha supostamente trazendo a palavra autoritária do Espírito, transcendendo e sobrepondo-se à verdadeira revelação que nos foi dada nas Escrituras Sagradas. Não devemos deixar que experiências pessoais, intangíveis e inverificáveis, nos sejam impingidas como norm ativas em nossas vidas. Não devemos deixar de exercitar a cautela dos Bereanos.

Este aspecto contraditório do seu ministério, está presente em outras partes do livro. Ele informa que foi dirigido especificamente pelo Senhor para jogar o paletó em cima das pessoas, para que recebessem a unção do espírito (p. 325), mas hoje já não faz mais isso, porque as pessoas passaram a vir "às cruzadas,esperando ver-me tirando o casaco e usando-o como um meio de trazer a unção" (p. 327); ele defende "o riso santo" e descreve como isto ocorreu pela primeira vez, em uma de suas reuniões, em Portugal (p. 329), mas adverte que "quando as pessoas começam a buscar a manifestação ao invés do Mestre, a presença de Deus se retira" (p. 330). Nestas colocações ele aparece no mínimo indiferente ao fato de que o seu ministério é basicamente mais propagador das manifestações do que do próprio Mestre, e que ele é o respons ável por incontáveis imitações desuas manifestações. Indagamos ainda: se o Espírito supostamente lhe direcionou a que passasse a jogar o paletó, porque o seu julgamento, de que tal mesura passara a ser inapropriada, iria se sobrepor ao direcionamento anterior do Espírito? Detectamos, no mínimo incoerência com suas próprias premissas.

Os melhores pontos do livro, são aqueles em que ele se refere à Palavra e se limita à exposição bíblica sobre a pessoa e obra do Espírito Santo. Encontramos uma boa exposição da personalidade do Espírito (pp. 45 a 60); da sua divindade(pp. 64 a 72) e ele ocupa dois capítulos, se bem que intercalados com notas autobiográficas sem muito relacionamento com o contexto, com uma exposição dos seus nomes e títulos (capítulos 4 e 5 - pp. 97 a 116 e 124 a 145). Na teoria, ele defende até a posição histórica da Igreja, fazendo referência ao Credo Niceno (p.32), e enaltecendo a forma de tratamento à trindade ali encontrada. Mas a impressão deixada é que essas âncoras bíblicas de conhecimento sobre a pessoa do Espírito Santo, não chegam a ser tão fundamentais assim no desenvolvimento de sua teologia e prática. Esta é muito mais construíd a nas suas experiências pessoais e extraordinárias do que na Revelação Bíblica que nos ensina quem o Espírito Santo é e o que faz. O "Como Experimentar a Dinâmica", do subtítulo do livro é, na realidade, extraído dos relatos sobre o que aconteceu com o próprio Benny Hinn e com pessoas que o influenciaram, e não como fruto de uma exposição cuidadosa das prescrições bíblicas.

Por exemplo: Numa reunião, ele experimentou o poder do Espírito Santo, descrito como uma "intimidade muito grande com o Senhor, algo maior do que qualquer coisa que eu conhecia, uma experiência que causa impacto na minha vida até hoje" (p. 24). Esta experiência foi precedida por uma ânsia. Esta mesma ânsia é prescrita ao leitor como sendo o passo inicial para que possa ter uma experiência semelhante: "Esta ânsia é muito importante. Na verdade, é a primeira chave para se experimentar a atuação do Espírito Santo..." (p. 25). Hinn não se preocupa se este sentimento ou sensação faz parte das prescrições doutrinárias das Escrituras sobre a pessoa do Espírito Santo e o seu relacionamento com os seus -- a experiência volta a falar mais alto que a Palavra.

Em adição, apesar de Benny Hinn registrar o ensinamento bíblico que o Espírito Santo "nunca exalta a si mesmo, mas sempre glorifica e engrandece o Senhor Jesus" (p. 32) o tratamento dado ao assunto parece demonstrar exatamente o oposto. Este grande ponto, que, no nosso entender é a chave para o desenvolvimento de uma pneumatologia bíblica, é intensamente negligenciado e subvertido pelo movimento pentecostal e neo-pentecostal, resultando nas distorções litúrgicas e doutrinárias observadas nesses segmentos.

O resgate da Cristologia verdadeira, passa pelo reconhecimento e incorporação prática, das explicações de Jesus sobre a obra do Espírito Santo (João 14 a 16) -- ou seja, a Pneumatologia verdadeira é aquela que é Cristocêntrica. Ocorre que tal reconhecimento tem de ir além de meros registros e da retórica, como o faz Benny Hinn, pois eles se anulam quando as experiências se sobrepõem à Palavra. Apesar da declaração contrária, a observação que temos destes segmentos denominacionais e do livro, como um todo, é que espera-se sempre que o Espírito fale de si mesmo.

Para Benny Hinn, as razões motivadoras da Reforma e o grande abismo doutrinário que separa o Catolicismo Romano do Protestantismo Histórico, devem ser meras firulas doutrinárias; simples detalhes insignificantes que não devem se intrometer na interpretação estendida que deve dar ao "ecumenismo interdenominacional" que pratica. Com efeito, ele registra que no início do seu ministério, "um grupo de padres católicos de várias igrejas, patrocinou minhas reuniões no norte do Canadá" (P. 290). Nessa ocasião, foi convidado pela madre superiora de um hospital católico para conduzir um culto, "juntamente com outros três pastores pentecostais e sete sacerdotes católicos" (P. 291). O objetivo daquela visita era a cura, praticada e obtida, naquele hospital.

Estas manifestações são classificadas como "avivamento" (P. 295) e nenhuma menção é feita ao ministrar da cura espiritual à alma, providenciada pelo Evangelho Salvador de Cristo, sem intermediários outros que não o próprio Cristo, sem recursos outros que não a própria fé, que é dom de Deus. Na realidade, o ponto alto daquele "avivamento" foi quando um dos padres, sem entender muito bem o que estava fazendo, percorreu os corredores daquele hospital com o braço levantado, aplicando a cura aos enfermos que encontrava, aplicando a "unção" do Espírito.

Em conclusão, não podemos deixar de notar a ironia que é o fato da grande influência na vida e ministério de Benny Hinn, com suas peculiaridades doutrinárias tão marcantes, ter tido origem em uma igreja Presbiteriana, sob a égide de um ministério feminino, cuja ênfase era totalmente nas prolongadas sessões de cura. Nas páginas 21 a 29 lemos como a sua presença em uma dessas seções de cura, dirigida por Kathryn Kuhlman, na Primeira Igreja Presbiteriana de Pittsburgh, em 1973, foi o ponto de partida de todo a sua carreira formando as características principais que o identificam até os dias de hoje. Ele próprio fala da semelhança do seu ministério "com o de Kathryn" (p. 335). Obviamente esta reunião ocorreu em um segmento do presbiterianismo que já havia ab-rogado os seus fundamentos confessionais (haviam adotado a herética "Confissão de 1967") e que aber tamente negligenciava os parâmetros doutrinários e litúrgicos da Reforma, abrigando a ordenação feminina. Como no Brasil temos a tendência de imitar retardadamente os trejeitos e modismos eclesiásticos do mundo religioso norte-americano, ignorando até quando os resultados no país de origem se mostram espiritualmente deletérios, será que não poderíamos enxergar aqui um aviso para nos mantermos, como igreja, fora deste curso perigoso?"

Por Solano Portela

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