22 de outubro de 2011

As falcatroas do Julgamento de Jesus Cristo

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Hoje gostaria de abordar o julgamento mais comentado da história geral, o Julgamento de Cristo Jesus.

Cabe salientar, em primeiro lugar, que Cristo fora condenado não por suas práticas milagrosas ou por ter violado o sábado, mas pelo simples fato de ter se nomeado o Filho de Deus e o próprio Deus encarnado, em outras palavras, a questão de seu julgamento seria a sua identidade. As autoridades religiosas e os próprios judeus acreditavam que as afirmações de Jesus eram uma blasfêmia e por essa razão deveria ser julgado e condenado.

Podemos destacar que Cristo, durante seu ministério público, jamais deixou de enfatizar a relação fraternal que Ele mantinha com o seu Pai e jamais deixou de anunciar quem Ele realmente era. Não só Jesus se auto intitulou ser Deus (YHWH) (João 5.17-18; João 8.19-58), como também seus seguidores e discípulos o reconheciam como o Messias e Filho do Deus Altíssimo.

Quanto ao seu julgamento:

O propósito declarado dos líderes religiosos judeus era, conforme se lê em Mateus 26:4 prender Jesus, à traição, e mata-lo. Mas diziam: não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo. Isso posto, o que interessava a eles não era a legalidade, e sim, desfazer-se de Cristo de qualquer modo. Por esta razão, eles praticaram tantas e tão graves irregularidades, durante o julgamento de Jesus. Essas irregularidades por si só teriam anulado o julgamento.

Consideremos três lances decisivos desse injusto julgamento.

1) O Exame preliminar João 18:19,24. O propósito desse interrogatório era reunir provas contra Ele. Na verdade o Senhor não aceitou essa irregularidade, insistindo que apresentassem as acusações contra Ele, afinal as acusações devem vir antes de qualquer interrogatório, como se vê os judeus já estavam dispostos a condenar o inocente antes do julgamento começar. Bastaria isso para desqualificar os juizes diante de qualquer tribunal sério.

2) O julgamento noturno ilegal. Segundo uma estipulação da lei judaica era proibido fazer julgamento à noite. Mas, ou as autoridades religiosas judaicas passavam por cima desta lei ou correriam o risco de não conseguir condenar a Jesus. Enquanto o Sinédrio se reunia, os principais sacerdotes trabalhavam freneticamente para arrumar testemunhas de acusação disposta a mentir, mas, embora estavam todas arranjadas e preparadas para mentir não havia concordância entre elas marcos 14:56.

3) A decisão matinal determinada. A reunião de sexta feira pela manhã, teve o propósito de prestar um ar de legalidade à decisão tomada na noite anterior, e planejar como a questão seria apresentada à Pilatos. A acusação que o Senhor teria blasfemado ao afirmar que era o filho de Deus era uma acusação religiosa e certamente Pilatos não daria ouvidos a esse tipo de acusação. Além do mais não foi averiguado os fato para ver se Jesus estava falando a verdade ou era mesmo uma blasfêmia.

O julgamento romano

1) Tentativa de evasão. Os judeus deram a entender que queriam que Pilatos cedesse à vontade deles, encarregando-se o governador somente da execução do réu, mas deixando com eles o direito de sentenciá-lo a morte. Todas a razões dos líderes religiosos eram vãs e o governador seria obrigado a declara-lo inocente. Marcos 15:10. Acusação sem fundamento. As acusações giravam em torno de três questões básicas:

Jesus pervertia a nação;

Impedia o pagamento de impostos; e

Declarava-se rei.

As duas primeiras foram descartadas, só a terceira foi que Pilatos deu maior atenção.

3) Exame e absolvição. O dialogo entre Pilatos e Jesus foi breve. Diante da pergunta de Pilatos: "És tu o rei dos judeus?" Jesus mostrou que não se interessava por qualquer poder político deste mundo, quando respondeu: João 18:38,38. Bastou isto para Pilatos ficar convencido da inocência de Jesus, por isso lemos que terminado o diálogo Pilato disse: Eu não acho Nele crime algum. Ora este veredicto deveria ter posto fim a esta questão.

4) O parecer de Herodes. Na tentativa de se livrar do problema, Pilatos mandou a questão até Herodes, o qual após ridicularizar, humilhar e bater em Jesus mandou de volta, o que ficou claro que nem mesmo Herodes achou algo que o condenasse a morte Lucas 23:14,15.

5) Jesus ou Barabás. Vemos que o criminoso foi solto e que o inocente foi vitima dos mais cruéis castigos que alguém poderia suportar. Pilatos procurou inocentar-se do crime que estava por cometer ao dizer : Estou limpo do sangue deste INOCENTE. Mas a reação do povo foi : Caia sobre nós o seu sangue, e sobre nossos filhos ! Mateus 27:17,26.

6) Eis o Homem. Em último apelo aos sentimentos de humanidade dos judeus, Pilatos apresentou Jesus, sangrando com as chicotadas recebidas, com a coroa de espinhos na cabeça e com o manto púrpura, com que os soldados romanos haviam zombado e tripudiado dele. As palavras de Pilatos, ao exibir Jesus à furiosa multidão, devem ter soado extremamente fora de lugar e sem sentido: "Eis o homem!"(João 19:5).

7) A sentença. E, pela última vez, Pilatos sentenciou: "Tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum" (João 19:6). E também pela ultima vez, os judeus incrédulos sentenciaram: "Temos uma lei, e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus"(João19:7). Então Pilatos entregou Jesus às mãos das autoridades judaicas, para que ele fosse crucificado. Estava terminando o julgamento. Os dois maiores tribunais do mundo tinham acabado de decretar a maior injustiça que já se cometeu oficialmente à face da terra. Nem o tribunal religioso e nem o tribunal civil serviram, realmente, à justiça! Foi somente para tentar aplacar aos judeus que Pilatos permitiu a crucificação de Jesus! Alguns anos mais tarde, Pilatos foi tirado do governo da Judéia, e acabou se suicidando, embora, para isso só contemos com tradições um tanto duvidosas. Mas, antes disso, ele deve ter tido muitos pesadelos que envolviam um obscuro carpinteiro da Galiléia, a quem não se fizera justiça!

O Caminho foi oferecido, mas NÓS O rejeitamos e O desvíamos. Pense nisso!

Por Elder Cunha

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19 de outubro de 2011

Idolatria Evangélica "Neognosticismo"

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Observando o evangelicalismo popular brasileiro, mais conhecido como "zoológico gospel", podemos identificar muitas aberrações e zombarias com aquilo que chamamos de sagrado. É impressionante como Satanás tem procurado enganar os cristãos, conduzindo-os para longe da pureza e da simplicidade encontradas em Cristo, que é todo suficiente ( II Cor 11.3), e sempre tem encontrado pessoas dispostas a renegar a verdade em troca de qualquer coisa nova e incomum. Buscar algo mais é como bater freneticamente numa porta, a procura do que está lá dentro, sem perceber que você tem uma chave em seu bolso para abrir a porta.

Uma das primeiras negações a suficiência de Cristo foi o gnosticismo, uma seita que surgiu nos primeiros quatro séculos da história da igreja. Criam que possuíam um nível de conhecimento espiritual mais elevado do que o crente comum e que esse conhecimento secreto era a chave para a iluminação espiritual e salvação. Tal heresia levou muitos na igreja a buscarem um conhecimento oculto, além daquilo que Deus já tinha revelado em sua Palavra e através de seu Filho.

O gnosticismo, na realidade, nunca morreu. Traços de sua influência tem infectado a igreja através de sua história. Atualmente, uma tendência neognóstica de se buscar conhecimento oculto vem ganhando uma nova influência e trazendo consigo resultados ruins. Isso acontece em ambientes (igrejas) onde são toleradas uma doutrina imprecisa e uma negligente exegese bíblica. Tais fatos levam as pessoas a buscar algo mais que a simples suficiência que Deus providenciou em Cristo. Hoje, como nunca antes, a igreja tem se tornado negligente e atordoada quanto a verdade bíblica, e isso a tem conduzido a uma busca sem precedentes pelo conhecimento oculto. Isso é neognosticismo.

Um dos problemas do neognosticismo é o pragmatismo, ou seja o fim justifica os meios, mas será que justifica mesmo? As igrejas, em seu zelo por atrair incrédulos, estão incorporando quase todo tipo de entretenimento. Trata-se de uma tentativa de alcançar seus objetivos espirituais através de uma metodologia humana e carnal e não por meio do poder sobrenatural.

Essa questão nos leva a uma outra palavra chave, chamada: Idolatria Evangélica.

“ Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. 1 Coríntios 3:10-11.

Muitos evangélicos entendem como idolatria apenas o fato de pessoas adorarem imagens de escultura, motivo esse que sempre foi principal ponto de divergência com os católicos. No entanto temos visto tantos absurdos nas igrejas Evangélicas que podemos questionar até que ponto a IDOLATRIA, ainda que de forma diferente, têm sido uma realidade assustadora entre nós?

O QUE SERIA IDOLATRIA?
Adoraração a imagens? Certamente não!IDOLATRIA é tudo aquilo que “substitui” a suficiência da Pessoa de Jesus Cristo e sua Palavra.

A referência bíblica supracitada Paulo nos ensina que ninguém pode lançar outro fundamento além do que já foi posto, que é Cristo. Quando passamos a lançar outros fundamentos que não seja Cristo Jesus, logo estamos tentando substituí-lo e por isso nos tornamos IDÓLATRAS.

As igrejas evangélicas não possuem imagens de “santos” nem de outros deuses, mas praticam a idolatria devido a tantos outros “fundamentos” que se têm lançado. Não é a toa que Paulo alerta: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” II Cor 11:3 .

Como nós evangélicos temos nos afastado da simplicidade que há em Cristo. Nós já temos, em Cristo, tudo que precisamos para enfrentarmos qualquer provação, tentação, dificuldade com as quais possamos nos deparar nesta vida. Mesmo o recém convertido possui recursos suficientes para cada neceissade espiritual que possa ter. A partir do momento da salvação, cada cristão está em Cristo ( II Cor.5.17), e Cristo está nele (Cl.1.27). O Espírito Santo habita no cristão (Rm 8.9), e o cristão é seu santurário (I Cor 6.19). Portanto, cada cristão é um depósito de riquezas espirituais divinamente outorgadas. Nenhuma outra coisa (segredo oculto, doutrina) pode levar o cristão a um nível mais elevado de vida espiritual. (II Pe.1.3)

Ocorre que se tem lançado tantos outros fundamentos fora de Cristo e por isso, muitos de nós se tornado idólatras. Podemos constatar isso mediante aos falsos ensinos e heresias que estão se alastrando dentro das igrejas. Se pregam por aí, tantas “abobrinhas e chuchus", valendo-se de passagens bíblicas fora de contexto e interpretações equivocadas. Até parece que o sacrifício vicário de Jesus Cristo não há mais valor, pois damos mais espaço para outras formas de redenção e justificação.

Como se tem induzido o povo a confessar os seus pecados cometidos desde a infância, e aonde fica nossa total redenção conquistada lá na Cruz? E o perdão e a vida nova em Cristo ? Não existe mais? O que falar do ensinamento que devemos nos “judaizar”; tocar shofar; guardar os sábados; adorar réplicas mal feitas da arca da aliança, como se o véu do santuário não estivesse rasgado e como se o Santo dos Santos já não estivesse aberto para nós - através do sangue de Cristo.

A Bíblia é bem clara e nos nos revela as maravilhas de Deus através de Jesus, porém muitos preferem os rituais e as técnicas e tantos outros fundamentos fora do Salvador.

“E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo”. Mc 15:38

“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, PELO SANGUE DE JESUS, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é , pela sua carne;” Hb 10:19-20.

Como se fosse pouco a barbaridade de tentar anular a Graça e lançar o fundamento da lei, muitos corrompem o Evangelho e acentuam a ganância do homem lançando outro fundamento, que é a cobiça.

A teologia da prosperidade tem colocado dentro das igrejas um altar para o deus da riqueza, Mamom. Toda sorte de barganhas e negociações têm sido ensinada aos cristãos, inclusive atribuindo o tamanho da “bênção de Deus” aos bens materiais que se possui, como se nossa herança não fosse eterna.

Inúmeros amuletos e elementos de idolatria também têm sido valorizados em nosso meio, como se esses, em si mesmos, possuíssem poder para liberar bênçãos divinas. Podemos iniciar a lista dos patuás gospel com o “óleo ungido”, atual água benta dos evangélicos, utilizado como “ativador” de unção e milagres, vendidos de várias formas em pequenos vidrinhos com instruções para “ungir” paredes, portas, comida e até cuecas dos maridos mais assanhados.

Na onda do sincretismo religioso, encontramos também as pulseiras proféticas, saquinhos milagrosos contendo areia da terra santa, garrafinhas com água do Rio Jordão, fogueiras santas, rosas ungidas, sal grosso, sabonetes da cura, a chave que abre portas e tantas outras práticas ocultistas e supersticiosas com roupagem evangélica. E o que falar da meia do "apóstolo Valdomiro"? Não há o que falar, só se lamentar por tamanha ignorância e meninice desse homem. Que tal trocarmos as meias desse homem pecador, pelo sangue de Cristo Jesus, que é gratuido? Esse sim poderoso e milagroso.

“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” Gálatas 1:6-9

Submeter-se a vontade de Deus é a pedra fundamental da vida cristã. Pense nisso!

Por Elder Cunha

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17 de outubro de 2011

Bom Dia Espírito Santo? Conta outra...Benny Hinn!

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Gostaria de com essa postagem, deixar bem claro minha insatisfação com aqueles que não encontram em Cristo Jesus e nas Escrituras a suficiência de se viver a plenitude da vida cristã. Homens e mulheres que se intitulam autoridades de Deus, entretanto se  valem do pragmatismo e do misticismo para manipular vidas e as enredar com suas práticas e filosofias chulas.

Qual cristão, ainda, não ouviu comentários ou efetuou a leitura do livro Bom Dia Espírito Santo, cujo autor é o conferencista e "revelacionista" Benny Hinn ? Enfim, aprecie com moderação o artigo abaixo.

Artigo publicado por Solano Portela. Visite seu site! http://www.solanoportela.net/

"Vamos presumir a familiarização dos leitores com Benny Hinn e com a linha doutrinária exposta em seus livros, a qual está plenamente inserida dentro do movimento carismático contemporâneo. Tendo já escrito, anteriormente, Bom Dia, Espírito Santo (Bompastor Editora, 1993), temos agora mais um trabalho dentro do mesmo tema e já o anúncio de que haverá uma próxima obra sobreOs Dons do Espírito Santo, a ser publicada logo a seguir (p. 348, do livro resenhado, Nota 10).

À semelhança de seus trabalhos prévios, além de algumas exposições bíblicas, o livro é extensamente autobiográfico. Ele contém detalhados relatos pessoais sobre a sua infância, em Israel (p. 73), sobre a influência recebida de seus familiares (pp. 74-76), sobre a sua conversão e momentos difíceis vividos após ela (pp. e 83), e sobre a sua numericamente bem-sucedida carreira, no campo do evangelicalismo moderno. Esta carreira culmina com a fundação do Centro Cristão de Orlando (Orlando Christian Center), uma igreja interdenominacional com mais de sete mil membros registrados (p. 154). Esta linha autobiográfica torna a obra interessante à leitura, e serve de veículo para a canalização das inúmeras experiências extraordinárias relatadas pelo autor, que já fazem parte ordinária de sua vida: por exemplo, ele registra sua conversão em 1972, quando deveria ter entre 20 a 21 anos de idade (P . 21), mas já aos 11 anos teria tido uma "visão do Senhor Jesus," (p. 19) na qual pode observar "as marcas dos pregos em suas mãos" (p.20); . Possivelmente, encontraríamos também, neste aspecto íntimo e pessoal do livro, aliado à fácil linguagem e desenvoltura na narrativa, a explicação pela popularidade e ampla aceitação das suas obras.

Também a exemplo dos livros anteriores, Benny Hinn relata vários diálogos com Deus, com o Espírito Santo, e revelações diretas recebidas dele (exemplos: p. 122 - onde o nome do seu primeiro filho foi revelado, anos antes dele nascer; ou a revelação sobre a sua segunda filha, que "seria uma grande guerreira de oração", na p. 123). Ficamos intrigados com estes relatos: será apenas uma forma hiperbólica de expressão? Será simplesmente uma maneira retórica de registrar a comunhão normal que os crentes mantêm com o Espírito Santo, como aquele que habita em cada um dos preciosos redimidos de Cristo? Será que um crente comum, não iniciado nesta casta super-espiritual, não expressaria as mesmas situações vividas, dizendo o seguinte: "fiquei pensando no assunto, pedindo a orientação de Deus em oração e saí com a convicção de que este deveria ser o curso d e ação seguido; ou de que este ou aquele nome honraria a Deus na minha criança; ou ainda, de que deveria aplicar todos os meus esforços, sob a orientação de Deus, para que a minha filha fosse consagrada e uma bênção em sua vida..." Mas não, a forma como Benny Hinn coloca as coisas, transmite a idéia de que ele vive sua vida em um estágio perene de revelação. O extraordinário e o incomum já fazem parte do seu cotidiano. Por exemplo: falando sobre o evangelista inglês Smith-Wigglesworth, famoso por sua atuação no campo da cura e influente na família de sua esposa, ele registra, sem o mínimo grau de questionamento ou cautela, a declaração que "19 pessoas ressuscitaram dos mortos através do ministério dele" (p.117).

Podemos tirar, entretanto, uma conclusão dos seus relatos destas interações com o Espírito Santo: Estes diálogos revelacionais, supostamente mantidos, nãoconstituem garantia de certeza quanto aos passos revelados. Como exemplo disso, temos o registro de seus planos para a fundação de uma igreja. Diz ele que já sabia "que Deus queria que eu começasse uma igreja", e que "também sentia que sabia exatamente onde ela deveria ser: Phoenix, Arizona" (p. 149). Esperar-se-ia que uma revelação tão precisa, advinda da parte de Deus, estaria acima de qualquer reversão posterior. Ocorre que existiram várias "revelações" subsequentes, dadas a amigos colaboradores seus, à sua esposa, e até a um homem a quem ele não conhecia, e que lhe disse: "O Espírito Santo está me dizendo que você deve iniciar uma igreja em Orlando..." (p. 150). Estas "revelaçõ es" adicionais (se bem que contraditórias à primeira) o levaram a "ouvir" do Espírito Santo: "Benny, você deve iniciar uma igreja em Orlando" (p. 151).

Qual a nossa conclusão? Que a primeira "revelação" era errônea, mas a segunda verdadeira? Qual o crivo a que devemos submeter as revelações de Benny Hinn, para saber se vêm do Espírito? Temos que aceitar tácita e tranqüilamente estas "revelações" que supostamente advêm do Espírito e que nos são apresentadas como normativas em nossas vidas, quando ele próprio registra a contradição (mas não dá sinais de admitir o exagero retórico de suas colocações)? Temos de responder pelo menos com três sonoros nãos. Não devemos deixar que sejamos manipulados por qualquer um que venha supostamente trazendo a palavra autoritária do Espírito, transcendendo e sobrepondo-se à verdadeira revelação que nos foi dada nas Escrituras Sagradas. Não devemos deixar que experiências pessoais, intangíveis e inverificáveis, nos sejam impingidas como norm ativas em nossas vidas. Não devemos deixar de exercitar a cautela dos Bereanos.

Este aspecto contraditório do seu ministério, está presente em outras partes do livro. Ele informa que foi dirigido especificamente pelo Senhor para jogar o paletó em cima das pessoas, para que recebessem a unção do espírito (p. 325), mas hoje já não faz mais isso, porque as pessoas passaram a vir "às cruzadas,esperando ver-me tirando o casaco e usando-o como um meio de trazer a unção" (p. 327); ele defende "o riso santo" e descreve como isto ocorreu pela primeira vez, em uma de suas reuniões, em Portugal (p. 329), mas adverte que "quando as pessoas começam a buscar a manifestação ao invés do Mestre, a presença de Deus se retira" (p. 330). Nestas colocações ele aparece no mínimo indiferente ao fato de que o seu ministério é basicamente mais propagador das manifestações do que do próprio Mestre, e que ele é o respons ável por incontáveis imitações desuas manifestações. Indagamos ainda: se o Espírito supostamente lhe direcionou a que passasse a jogar o paletó, porque o seu julgamento, de que tal mesura passara a ser inapropriada, iria se sobrepor ao direcionamento anterior do Espírito? Detectamos, no mínimo incoerência com suas próprias premissas.

Os melhores pontos do livro, são aqueles em que ele se refere à Palavra e se limita à exposição bíblica sobre a pessoa e obra do Espírito Santo. Encontramos uma boa exposição da personalidade do Espírito (pp. 45 a 60); da sua divindade(pp. 64 a 72) e ele ocupa dois capítulos, se bem que intercalados com notas autobiográficas sem muito relacionamento com o contexto, com uma exposição dos seus nomes e títulos (capítulos 4 e 5 - pp. 97 a 116 e 124 a 145). Na teoria, ele defende até a posição histórica da Igreja, fazendo referência ao Credo Niceno (p.32), e enaltecendo a forma de tratamento à trindade ali encontrada. Mas a impressão deixada é que essas âncoras bíblicas de conhecimento sobre a pessoa do Espírito Santo, não chegam a ser tão fundamentais assim no desenvolvimento de sua teologia e prática. Esta é muito mais construíd a nas suas experiências pessoais e extraordinárias do que na Revelação Bíblica que nos ensina quem o Espírito Santo é e o que faz. O "Como Experimentar a Dinâmica", do subtítulo do livro é, na realidade, extraído dos relatos sobre o que aconteceu com o próprio Benny Hinn e com pessoas que o influenciaram, e não como fruto de uma exposição cuidadosa das prescrições bíblicas.

Por exemplo: Numa reunião, ele experimentou o poder do Espírito Santo, descrito como uma "intimidade muito grande com o Senhor, algo maior do que qualquer coisa que eu conhecia, uma experiência que causa impacto na minha vida até hoje" (p. 24). Esta experiência foi precedida por uma ânsia. Esta mesma ânsia é prescrita ao leitor como sendo o passo inicial para que possa ter uma experiência semelhante: "Esta ânsia é muito importante. Na verdade, é a primeira chave para se experimentar a atuação do Espírito Santo..." (p. 25). Hinn não se preocupa se este sentimento ou sensação faz parte das prescrições doutrinárias das Escrituras sobre a pessoa do Espírito Santo e o seu relacionamento com os seus -- a experiência volta a falar mais alto que a Palavra.

Em adição, apesar de Benny Hinn registrar o ensinamento bíblico que o Espírito Santo "nunca exalta a si mesmo, mas sempre glorifica e engrandece o Senhor Jesus" (p. 32) o tratamento dado ao assunto parece demonstrar exatamente o oposto. Este grande ponto, que, no nosso entender é a chave para o desenvolvimento de uma pneumatologia bíblica, é intensamente negligenciado e subvertido pelo movimento pentecostal e neo-pentecostal, resultando nas distorções litúrgicas e doutrinárias observadas nesses segmentos.

O resgate da Cristologia verdadeira, passa pelo reconhecimento e incorporação prática, das explicações de Jesus sobre a obra do Espírito Santo (João 14 a 16) -- ou seja, a Pneumatologia verdadeira é aquela que é Cristocêntrica. Ocorre que tal reconhecimento tem de ir além de meros registros e da retórica, como o faz Benny Hinn, pois eles se anulam quando as experiências se sobrepõem à Palavra. Apesar da declaração contrária, a observação que temos destes segmentos denominacionais e do livro, como um todo, é que espera-se sempre que o Espírito fale de si mesmo.

Para Benny Hinn, as razões motivadoras da Reforma e o grande abismo doutrinário que separa o Catolicismo Romano do Protestantismo Histórico, devem ser meras firulas doutrinárias; simples detalhes insignificantes que não devem se intrometer na interpretação estendida que deve dar ao "ecumenismo interdenominacional" que pratica. Com efeito, ele registra que no início do seu ministério, "um grupo de padres católicos de várias igrejas, patrocinou minhas reuniões no norte do Canadá" (P. 290). Nessa ocasião, foi convidado pela madre superiora de um hospital católico para conduzir um culto, "juntamente com outros três pastores pentecostais e sete sacerdotes católicos" (P. 291). O objetivo daquela visita era a cura, praticada e obtida, naquele hospital.

Estas manifestações são classificadas como "avivamento" (P. 295) e nenhuma menção é feita ao ministrar da cura espiritual à alma, providenciada pelo Evangelho Salvador de Cristo, sem intermediários outros que não o próprio Cristo, sem recursos outros que não a própria fé, que é dom de Deus. Na realidade, o ponto alto daquele "avivamento" foi quando um dos padres, sem entender muito bem o que estava fazendo, percorreu os corredores daquele hospital com o braço levantado, aplicando a cura aos enfermos que encontrava, aplicando a "unção" do Espírito.

Em conclusão, não podemos deixar de notar a ironia que é o fato da grande influência na vida e ministério de Benny Hinn, com suas peculiaridades doutrinárias tão marcantes, ter tido origem em uma igreja Presbiteriana, sob a égide de um ministério feminino, cuja ênfase era totalmente nas prolongadas sessões de cura. Nas páginas 21 a 29 lemos como a sua presença em uma dessas seções de cura, dirigida por Kathryn Kuhlman, na Primeira Igreja Presbiteriana de Pittsburgh, em 1973, foi o ponto de partida de todo a sua carreira formando as características principais que o identificam até os dias de hoje. Ele próprio fala da semelhança do seu ministério "com o de Kathryn" (p. 335). Obviamente esta reunião ocorreu em um segmento do presbiterianismo que já havia ab-rogado os seus fundamentos confessionais (haviam adotado a herética "Confissão de 1967") e que aber tamente negligenciava os parâmetros doutrinários e litúrgicos da Reforma, abrigando a ordenação feminina. Como no Brasil temos a tendência de imitar retardadamente os trejeitos e modismos eclesiásticos do mundo religioso norte-americano, ignorando até quando os resultados no país de origem se mostram espiritualmente deletérios, será que não poderíamos enxergar aqui um aviso para nos mantermos, como igreja, fora deste curso perigoso?"

Por Solano Portela

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10 de outubro de 2011

Desmascarando as maluquices da batalha espiritual

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Em continuação ao artigo postado em 10/2011, onde abordei a Origem do movimento batalha espiritual, hoje gostaria de registrar as práticas malucas e místicas que fazem parte dessa agitação.

Riso, urro e vômito “santos” - O Seminário de Fuller comprou a idéia e abriu um curso chamado: “Crescimento de Igreja, Sinais e Prodígios” onde quem dava aula eram Peter Wagner e John Wimber, o fundador do movimento “A Videira”, uma das denominações carismáticas que mais cresce nos Estados Unidos e de onde saiu a Igreja da “Bênção de Toronto”. Já ouviu falar da “bênção de Toronto”? A “bênção de Toronto” é a “gargalhada santa”, o “riso santo”. Quando a Igreja de Toronto começou com a “gargalhada santa”, John Wimber foi lá, não sabemos se Peter Wagner foi também, mas eles trabalhavam juntos. John Wimber foi lá e disse: “Isso é uma obra do Espírito Santo”. Ele deu todo apoio à “bênção de Toronto”. No Natal do ano passado, acrescentou-se alguma coisa ao “riso santo” - o “urro santo”. Aqueles irmãos começaram não somente a rir, mas a berrar, a urrar, a grunhir e a latir. (quanta cachorrada)
A justificativa dada, no caso dos que urravam como leão, é que o berro é o urro de indignação de Deus contra o pecado da Igreja, porque no livro de Amós, Deus se apresenta como um leão e, portanto, quando o Espírito vem sobre alguém ele urra em indignação contra o pecado da Igreja. Mas e o cachorro? A coisa ficou tão feia que John Wimber voltou lá, disse que o movimento não era mais do Espírito Santo e cortou a Igreja de Toronto da comunhão. (já ouviu falar em zoológico gospel??)
O último desdobramento do movimento é o “vômito santo”: quando a pessoa está vomitando no Espírito quer dizer que ela está expelindo, na linguagem deles, todos aqueles espíritos malignos, todos aqueles pecados e coisas que estavam neles.

Demônios especialistas - O conceito de que todo mal que existe no mundo, qualquer que seja sua natureza, quer seja mal moral, pecado, desastre, etc. é causado pela ação direta de um ou mais demônios que são especialistas em causar aquilo. Portanto, a única solução apresentada por eles é um ministério ekbalístico. (que quer dizer “lançar fora”, “expelir”). Para o pessoal do movimento de “Batalha Espiritual”, o único modo possível de ministério é o ministério ekbalístico, já que tudo que aflige o indivíduo, a Igreja, e a sociedade é produzido pela interferência, pela atuação e pela influência de demônios. Assim, a solução só pode ser uma: amarrá-los, controlá-los, proibi-los, repreendê-los, etc. Então, se você compreende isso, você já conhece a porta de entrada para o movimento de "Batalha Espiritual".
Com essa base, será possível entender tudo o que eles fazem. O ministério ekbalístico refere-se, então, àquele tipo de ministério crido e exercido por muitos pastores no Brasil: a expulsão de demônios. Isso é visto por eles como a arma principal da Igreja, talvez a única arma para resolver todos os problemas da Igreja e da sociedade. Vamos supor: alguém está sofrendo de pensamentos sensuais, é crente, não consegue se livrar de pensamentos lascivos, devaneios eróticos, imagens contra as quais venha lutando, etc. Se essa suposta pessoa for a um conselheiro ekbalístico ele vai dizer o seguinte: “Isso está acontecendo porque tem um demônio entrincheirado na sua vida e que está produzindo esse tipo de coisa e você não vai resolver o problema enquanto você não expelir esse demônio da sua vida”. Então, possivelmente, o que vai acontecer é que vai haver uma sessão de exorcismo onde o conselheiro vai repreender o demônio e mandar que saia e o cidadão vai embora sentindo-se bastante aliviado. Possivelmente os pensamentos vão voltar, a pessoa vai regressar e repetir o mesmo processo por umas duas ou três vezes. Finalmente, o conselheiro ekbalístico vai dizer: “Você tem que aprender você mesmo a expulsar o demônio”. Eles ensinam, então, uma técnica para localizar o demônio fisicamente na parte do corpo em que ele se encontra, colocar a mão ali e ordenar que o demônio saia em nome de Jesus. Assim a pessoa passa a se automedicar, expelindo os demônios todas as vezes que eles voltam. Essa é a abordagem deles.
Contudo, se o mesmo suposto personagem for a um conselheiro bíblico, a interpretação será outra. O conselheiro dirá: “Meu filho, comece a queimar as revistas ‘Playboy’ do seu quarto, depois pára de ver esses filmes com figuras e pensamentos eróticos, pára de andar com certas companhias que provocam a sua sensualidade, começa a lutar sério com isso, aprenda a orar, pedir a Deus que lhe guarde, tenha uma vida reta... aprenda que o caminho para se libertar disso é chamado pela Bíblia de ´santificação`, um processo árduo que exige a mortificação da natureza humana” O fato de “amarrar” um ou mais demônios não vai resolver isso. Como se vê, o ponto principal do movimento de “Batalha Espiritual” é o conceito de que todos os problemas do indivíduo, da Igreja, e da sociedade são causados por demônios que estão instalados em posições estratégicas e geográficas cabendo à Igreja a responsabilidade, segundo o movimento, de ir a esses demônios e anular a atuação deles. Essa é a base do pensamento, é a porta de entrada para a teologia de batalha espiritual deles.

Espíritos territoriais - Como já mencionamos, temos que compreender esse conceito de espíritos territoriais. Há um livro que foi editado por Peter Wagner, recentemente publicado, onde ele fala sobre esses espíritos. Para eles, os espíritos ocupam determinados territórios geográficos, regiões que podem abranger países, estados, cidades, bairros, e até casas e ruas. A idéia é que para cada região geográfica existem um, dois ou três demônios responsáveis pelo pessoal que mora ali. O trabalho deles é cegar as pessoas, levá-las à perdição e impedir que a Igreja penetre ali. Esse seria o trabalho dos espíritos territoriais. O alvo deles é cegar as pessoas daquelas regiões, pelas quais eles são responsáveis, através do ocultismo, Nova Era, astrologia, satanismo, uso de pirâmides, cristais, bruxaria, macumba, etc. O segundo objetivo desses demônios seria oferecer total resistência aos esforços da Igreja para entrar naquela área, impedir a abertura da área para a entrada da Igreja. Para isso eles cegam e oprimem os crentes. No caso mais extremo, alguns defensores de “Batalha Espiritual” crêem na possessão demoníaca dos crentes. O crente poderia ficar possesso, segundo eles.
Outro ponto interessante é que, segundo eles, o quartel general dos demônios, o território que eles chamam de “trono de Satanás” está localizado em um ponto geográfico. Quando Peter Wagner esteve aqui no Brasil, convidado pela Comissão Nacional de Evangelização da Igreja Presbiteriana naquela época, ele defendeu abertamente em Campinas a idéia de que estas regiões têm um local geográfico, que é conhecido como “trono de Satanás”, onde o líder dos demônios daquela região tem o seu quartel general e de onde controla os seus subordinados que cegam as pessoas e oferecem resistência à Igreja. Por conseguinte, a Igreja não pode progredir, crescer e evangelizar enquanto não neutralizar estas forças espirituais cósmicas. Seria inútil a Igreja começar uma campanha de evangelização numa nova área sem primeiro neutralizar esses espíritos territoriais que estariam ali entrincheirados. Primeiro temos que amarrar o valente e depois é que podemos saquear a casa. Essa é a estratégia missionária do movimento de “Batalha Espiritual” associada com o crescimento da Igreja. Primeiro tem que neutralizar os demônios, neutralizar suas fortalezas, tirar-lhes o domínio daquela região, e só assim a Igreja vai poder entrar, evangelizar e conquistar as pessoas para Cristo. A Igreja não deve ficar na defensiva. A reflexão inicial que fizemos sobre Efésios 6, mostrando que a Igreja já é vitoriosa e está na defensiva, essa nossa posição é totalmente inaceitável para eles. Segundo o movimento, temos que sair caçando Satanás, derrubando esses territórios, neutralizando a ação dos demônios e travando uma batalha cósmica nas regiões celestes.

Técnicas contra os espíritos - Segundo Wagner, nem todo mundo pode ser um guerreiro de oração, se não estiver preparado. Satanás vai devorá-lo no café da manhã. Como ninguém quer ser devorado por Satanás no café da manhã, os crentes vão em massa para o simpósio de “Batalha Espiritual” aprender com os “peritos” as estratégias e as táticas para enfrentar o inimigo e conquistar seus territórios. Esses “peritos” ensinam aos crentes os segredos de como atacar, nas regiões celestiais, essas forças espirituais. J.O. Fraser, na década de 30, não tinha idéia do que o seu pensamento iria produzir no século XX.
O que a Igreja deve fazer, segundo o movimento? Em primeiro lugar, fala-se muito em mapeamento espiritual. A idéia é que assim como se pode ir para uma cidade e mapear as suas diversas localidades e os seus acidentes geográficos, pode-se, também, fazer um mapa das regiões celestiais. Chamam isso de “mapeamento espiritual”. Dizem que há uma superposição do que está acontecendo nas regiões celestes com o que está acontecendo na terra. O mapeamento espiritual consistiria em descobrir basicamente duas coisas: a) onde estão localizados os demônios que controlam uma determinada região; b) quais os nomes deles. A idéia é que o conhecimento do nome do demônio dá poder sobre ele. Por isso dão tanta ênfase à necessidade de conhecer o nome dos demônios. Os gnósticos acreditavam que quando você tinha determinado conhecimento, você tinha controle de Deus e podia ter acesso a ele quando quisesse. Isso, portanto, é um reavivamento de certos aspectos do gnosticismo antigo, quando se conhece o nome de um demônio tem-se autoridade sobre ele.
Quanto à questão do trono de Satanás, Wagner ensinou um método para localizá-lo e derrubá-lo. Primeiro, toma-se o mapa da região, divide-o em quadros e anda-se por eles orando em cada um deles. Na área em que a maior opressão se manifestar, onde se torna quase impossível orar, é que está a maior concentração de demônios e ali, possivelmente, estará o trono de Satanás. O que deve ser feito é a promoção de uma corrente de oração trazendo guerreiros de oração para que derrubem o trono de Satanás. Uma vez feito isso, a região estará livre e poderá ser evangelizada com sucesso. No livro “Espíritos Territoriais” há uma ilustração interessante: Havia um cidadão na fronteira do Brasil com o Uruguai. No Uruguai, ele recebeu um folheto, mas ao lê-lo, nada aconteceu. Quando o cidadão cruzou a fronteira e entrou no Brasil, ele se converteu. Explicação dada: “Os demônios do lado do Uruguai não estavam amarrados, ao passo que, no lado brasileiro, eles estavam amarrados”. Segundo eles, ninguém se converte enquanto essas entidades não forem anuladas. Essa é a implicação do conceito do movimento de que todo mal existente no mundo é causado pela ação direta de um demônio. Portanto, a solução sempre seria a de atacar os demônios com um ministério ekbalístico. Então, esses simpósios ensinam fazer mapas espirituais; localizar e derrubar o trono de Satanás; orar intercessoriamente, em voz alta, determinando a queda das fortalezas; amarrar demônios pela palavra, especialmente os demônios ligados a certas atividades como embriaguez, vícios em geral, uso de drogas, etc.; dar ordens diretas aos demônios, repreendê-los e mandá-los para o abismo. (que amarração mais emaranhada!)

Quebrando maldições - Um desenvolvimento recente encontra-se na questão da maldição hereditária. Essa ênfase tem sido dada por Valnice Milhomens, Neusa Itioka, Jorge Linhares e Robson Rodovalho. Eles entendem que os demônios passam a ter autoridade na vida de uma pessoa quando alguém lança uma praga. Por exemplo, quando um pai diz a um filho: “menino, que o Diabo te carregue!”. Por causa disso, o demônio vai controlar a vida desse menino e mesmo que ele se converta, se não se quebrar essa maldição, ele não conseguirá ser feliz porque ela o acompanhará pelo resto da vida. Assim, palavras descaridosas dos pais, xingamento, coisas más que são ditas, dariam autoridade aos demônios sobre as pessoas. Jorge Linhares conta que comprou um carro novo e, viajando, atropelou um coelho; na semana seguinte, atropelou um cachorro; na terceira semana, um passarinho bateu no parabrisa e morreu. Então ele orou: “Senhor, eu quero saber o que está acontecendo, tem alguma coisa errada com esse carro”. Ele diz em seu livro que o Espírito Santo revelou-lhe que aquele carro estava amaldiçoado e que ele devia quebrar todas as maldições; então ele foi e anulou todas as maldições que havia naquele carro. Qual é a conclusão lógica? Quando chegou em casa ele saiu de quarto em quarto anulando a maldição do refrigerador, da televisão, da mesa, etc. Isso porque ele cria que o Espírito tinha lhe revelado que o carro estava amaldiçoado porque foi produzido numa fábrica de ímpios. Há pessoas que crêem seriamente nisso e estão fazendo isso mesmo.

Diante disso tudo aprendemos que temos que nos valer de uma prática da batalha espiritual: “O Vômito”! Que possamos vomitar toda essa podridão e ficar com a Palavra viva e eficaz e com o Deus trino vitorioso, onde por intermédio de sua morte na cruz anulou todos os nossos pecados.

“Não deixemos que ninguém nos engane com explicações falsas. Tenhamos o cuidado para que ninguém nos torne escravos por meio de argumentos sem valor, pois esses ensinamentos vêm de homens e dos espíritos que dominam o Universo (satanás), mas não de Cristo.” (Colossenses 2.5:8)

Por Elder Cunha

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5 de outubro de 2011

Origem do movimento batalha espiritual

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Cansado desse movimento de Batalha Espiritual, resolvi deixar escancarado aqui o quanto esses batalham por uma causa já vencida e o quanto praticam meninices com suas doutrinas estranhas e malucas.

Combate ou resistência?  Para os adeptos desse movimento a passagem em Efésios 6:10-20 tem sido descrita como sendo uma convocação ao combate, contudo, ela seria melhor descrita como uma exortação a que a igreja resista. Outra coisa que a gente observa é que o soldado cristão, aqui descrito, está numa posição de defesa e não partindo para o combate a conquista de novos campos ou assalto ao inimigo. Na realidade, ele já conquistou, já venceu, já colocou o pé em território inimigo. O que ele tem que fazer é resistir firme, esse é o peso da passagem.

A Igreja, na Carta aos Efésios, já é vitoriosa, já está assentada com Cristo nos lugares celestiais, como Igreja invencível e imbatível. Cristo já venceu todas as batalhas por ela. Paulo começa a tratar dessa batalha (Ef 6:10) dizendo: “Sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder”. Essa expressão aparece no capítulo primeiro, quando Paulo ora, no verso 18, para que fossem iluminados os olhos do entendimento daquela Igreja e o coração para que soubesse qual era a esperança da vocação deles, qual era a riqueza da glória da herança dos santos e qual era a suprema grandeza do seu poder para com os que crêem, segundo a eficácia da força do Seu poder. Assim, Paulo exorta a Igreja a que se apodere da vitória de Cristo, daquele poder que ressuscitou Cristo dentre os mortos e O colocou à direita de Deus nos lugares celestiais.

Estamos destacando esse ponto porque uma das ênfases do movimento de “Batalha Espiritual, é que a Igreja deve entrar em conflito direto com os principados e potestades. Para eles, não somos nós que somos caçados pelo Diabo; antes, nós é que temos que sair caçando o Diabo, mas vejam o que Paulo está dizendo nesse texto não é isso. Ele está dizendo é que nós já somos vencedores, porém, mesmo assim, o movimento de “Batalha Espiritual” insiste em que os crentes saiam caçando o Diabo para tomar o território dele, para derrubá-lo, para conquistá-lo e implantar a doutrina de Cristo nesses locais todos.

As origens do movimento:  Agora, a grande pergunta, naturalmente, é: Como podemos resistir? Vamos considerar, em primeiro lugar, a resposta do movimento de “Batalha Espiritual. Vamos começar, então, entendendo o que é esse movimento de “Batalha Espiritual” e a que ele se propõe. Tal movimento teve as suas origens em um missionário americano chamado J.O. Fraser, na década de 30. Fraser foi missionário na China, pela “Missão para o Interior da China”, fundada por Hudson Taylor. Seu trabalho se restringia a uma tribo no interior da China envolvida com ocultismo, práticas de feitiçaria, e magia negra. Fraser, no início do seu ministério, fracassou redondamente. Ele não conseguia libertar aqueles chineses incultos e bárbaros das suas superstições mágicas e das suas tradições de feitiçaria e ocultismo. Eentendia que a sua luta não era mais com os convertidos; então, queria ir direto à causa. Assim, achou que seu negócio era com os demônios, e começou a desenvolver uma técnica, uma estratégia para anular, para eliminar, ou para impedir a atuação dos demônios nos convertidos; impedir a ação dos demônios que emperravam o trabalho da Igreja. Depois de várias tentativas, Fraser deixou de lado as Escrituras e desenvolveu um método na base do pragmatismo, ou seja: se funciona, está certo. Foi assim que ele entendeu ter encontrado o caminho do sucesso, em termos de invadir os territórios dos demônios e amarrá-los.

Fraser era um missionário, uma pessoa desconhecida, portanto as técnicas e o trabalho dele ficaram desapercebidos até que a irmã dele publicou, trouxe à luz, as cartas que ele havia escrito, e as anotações dele sobre o assunto. A partir daí, a coisa passou para o domínio público.
Divulgadores atuais - Um nome bem mais conhecido, Frank Perreti, popularizou essas idéias no mundo todo. Peretti, com dois romances intitulados: “Este Mundo Tenebroso”, descreve a luta espiritual de uma pequena comunidade de uma cidade dos Estados Unidos para impedir que os espíritos malignos daquela região se apoderassem da cidade. Ele narra, então, de forma muito bem escrita, uma estória que se passa em um local fictício e com personagens fictícios. Esse livro foi um best seller nos Estados Unidos e já foi traduzido para quase todas as línguas ocidentais. Peter Wagner, o maior nome do movimento de “Batalha Espiritual”, agradece publicamente a Peretti dizendo que nós devemos mais a Peretti do que a qualquer outro autor a difusão da idéia do movimento de “Batalha Espiritual” no mundo todo.

Peter Wagner foi professor e missionário na América Latina durante alguns anos. Então, ele voltou aos Estados Unidos para ensinar no Centro de Missões no Seminário Fuller e voltou com convicções pentecostais. A princípio ele era bastante conservador e contra todas as manifestações pentecostais e carismáticas. Mas ele viu alguma coisa na América Latina que virou a cabeça dele. Assim, ao voltar para o Fuller, estava absolutamente comprometido com essas manifestações. Depois de algum tempo, tomou o lugar de Donald McGavran, que é o fundador do movimento de “Crescimento de Igreja”. Peter Wagner tomou o lugar de McGavran, que era mais moderado, e difundiu não somente a idéia do movimento de “Crescimento de Igreja”, mas associou a idéia de fazer a Igreja crescer com sinais e prodígios. Ou seja, ele acha que no mundo de hoje não tem jeito de fazer a Igreja crescer se não houver sinais e prodígios.

Nós vivemos numa época pós-moderna onde ninguém valoriza o conceito de certo ou errado. O que vale hoje é a experiência, o que você sente; e, portanto, a única coisa que a Igreja tem para oferecer como principal chamariz, diz Wagner, é exatamente a produção de sinais e prodígios.

O ponto central é que, na cruz, Cristo ganhou a batalha contra as hostes espirituais do mal, contra Satanás. Como é que as Escrituras nos descrevem isso? Em Gênesis 3:15, está dito que viria um descendente da mulher, semente da mulher, que esmagaria a cabeça da serpente; e a Escritura não deixa dúvida que isso aconteceu na cruz do calvário. A figura de “esmagar a cabeça” não poderia ser mais apropriada ou seja: foi dado um golpe final, não há retorno, foi dado um golpe mortal.

Por Elder Cunha
Aguardem o próximo post: Desmascarando as práticas da Batalha Espiritual

Bibliografia: Lopes, Augustus Nicodemos. O que você precisa saber sobre batalha espiritual

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4 de outubro de 2011

Profetas, apóstolos, tagarelas ou despenseiros?

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“Vocês nos devem tratar como servidores de Cristo que foram encarregados de administrar a realização dos planos secretos de Deus. O que se exige de quem tem essa responsabilidade é que seja fiel ao seu Senhor.” (I Cor 4.1-2)

O que é aquele que ensina e prega a Palavra de Deus?

Ele não é um profeta
Ou seja, ele não recebe sua mensagem de Deus como revelação original e direta. O profeta no AT, era o instrumento pelo qual Deus falava diretamente. (Ex. 7.1-2; Ex 4.10-17)
Esses textos demonstram, claramente, que o profeta é a "Boca de Deus", através do qual Deus falava diretamente aos homens as suas palavras. (Dt 18.18-19). O profeta não fala as suas palavras, nem falava em seu próprio nome, mas falava as palavras de Deus e em nome de Deus. Essa convicção de que Deus falava com ele e revelava-lhe seus segredos (Am 3.7-8) explica as conhecidas fórmulas de introdução do discurso profético ("veio a mim a Palavra do Senhor"; "assim diz o Senhor"; ouvi a Palavra do Senhor")
Como Pedro explicou em II Pe 1.21...as profecias bíblicas não foram dadas pela vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.
Portanto, aquele que ensina e prega a Palavra não é um profeta. Ele não recebe nenhuma revelação original; sua tarefa é expor a revelação que já foi dada definitivamente. (Jd 3). Embora ensine e pregue no poder do Espírito, ele não é inspirado no sentido em que os profetas foram.
"Certo se alguém fala, deve falar de acordo com os oráculos de Deus, ou como se pronunciasse palavras de Deus ( I Pe 4.11)
Tomemos cuidado em dizer: "Assim diz o Senhor"...digamos o correto: "Assim diz a sua Palavra"

Ele não é um apóstolo
Claro que a igreja é apostólica, fundada sobre a doutrina dos apóstolos, porém os missionários, pastores, pregadores, educadores etc..não devem ser chamados de apóstolos. Os estudos mais recentes confirmam o caráter único dos apóstolos. Dr Karl Heinrich Rengstorf defende que os apóstolos de Jesus equivaliam a shaliachim, mensageiros especiais enviados aos judeus da Dispersão, de tal maneira que diziam eles, "é como se o enviado fosse a própria pessoa que o envia".
Apóstolo é sempre a descrição de alguém enviado como embaixador investido de autoridade. O Apostolo do NT é alguém escolhido e enviado por comissão especial como representante plenamente autorizado de quem o enviou. A única base para o apostolado era a comissão pessoal (Jesus os escolheu, os nomeou e os enviou), à qual devemos acrescentar um encontro com Jesus após a ressurreição.
Não sabemos quantos apóstolos (pessoas que se titulavam) no principio da igreja, sem dúvida eram muitos, porém essa função limita-se a primeira geração e não se tornou um cargo da igreja.
Portanto, assim como a palavra "profeta" deve ser reservada para as pessoas no AT, a palavra "apóstolos" deve ser reservada somente aos doze e Paulo, pois foram especialmente comissionados e investidos de autoridade por Jesus como seus shiliachim.

Ele não é um tagarela
Vejamos At 17.18
Tagarela é catador de sementes (spermolos). Repassa idéias como mercadoria de segunda mão, colhendo fragmentos e detalhes onde os encontra. Seus ensinamentos são uma verdadeira concha de retalhos.
"Tagarelice", uma característica essencial do tagarela é que ele não é capaz de pensar por si. Sua opinião em dado momento é certamente a da última pessoa que ele ouviu. Ele depende das idéias dos outros.

Afinal o que é aquele que ensina e prega a Palavra de Deus?

Ele é um despenseiro. ( I Co 4.1-2)
É o empregado de confiança que zela pela correta utilização dos bens de outra pessoa (mordomo). Deus confiou aos homens a sua Palavra, portanto o ensinamento de quem ensina não vem diretamente da boca de Deus, nem de sua própria cabeça (como os falsos profetas, falam o que está nos eu coração Jr.23), nem das bocas e mentes de outras pessoas sem reflexão, mas da Palavra de Deus.

Analisemos uma casa de família com um elevado poder aquisitivo nos tempos bíblicos:
Os habitante da casa = oikieioi
O dono da casa =oikodespótes
O servo da casa = oikétes (servo que trabalhava na casa) = domesticus
Mordomo = oikonomia (administrar ou dirigir)
Todos os cristãos são despenseiros (mordomos) de Deus, que devem administrar seus bens, não para proveito pessoal, mas para beneficio da família toda.

Um incentivo
O trabalho é árduo, porém foi confiado a nós. Tal responsabilidade pesava sobre os ombros de Paulo ( I Co 9.16).
O que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel e digno de confiança. O dono da casa (Deus)depende dele; os membros da família esperam dele as suas provisões. O despenseiro não pode falhar caso contrário as pessoas morrerão de fome. Infelizmente, muitos se encontram nesta situação....famintos e morrendo sem jamais ter provado Alimento Sólido.
Nossa tarefa é proclamar e ensinar de forma integral e completa uma mensagem que não é nossa. Não apenas as passagens mais conhecidas ou apenas o NT, mas tudo que há na Palavra de Deus, somente assim não seremos culpados de sonegar a provisão do Pai à sua família. Sua autoridade depende de sua proximidade ao Texto Sagrado. A Palavra de Deus deve falar mais que o ensinador.
O despenseiro deve procurar ficar a par de toda a despensa e assim jamais irá cansar a família que ele serve valendo-se de um cardápio monótono, nem enjoá-la com pratos insípidos e nem provocar indigestão com comida inadequada. ( Medite em MT 13.52)

Por Elder Cunha

Bibliografia
STOTT, John. O perfil do pregador - São Paulo: Vida Nova, 2005.

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2 de outubro de 2011

Igreja??? ICABODE!!!

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Afinal o que acontece com os “cristãos” de hoje? Familiarizados com um evangelho liberal, deixamos de ser, a muito tempo, sal da terra e temos nos tornado fermento no mundo. Um versículo apenas definiria a igreja deste século: II Timóteo 3:2-4 “Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus”.

Uau....esse versículo é demais! E que tal abordarmos também Filipenses 2:3-5: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos...Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus”

Ao analisarmos esses dois versículos notamos que tudo o que a Bíblia coloca como fortalecedor da vida cristã é oposto ao que a carne deseja. Estudar as Escrituras é muito mais difícil do que ler um jornal ou assistir o Jornal Nacional na Globo.

Paulo ao escrever a Timóteo(ano 60) estava sentado numa cela da prisão romana, aguardando sua execução, quando começou a compartilhar alguns pensamentos proféticos acerca da Igreja dos últimos dias.

Paulo descreve uma igreja egocêntrica e isso nos tornamos faz tempo! Temos buscado com excitação tudo o que desejamos. Já não existe mais aquela velha frase: “Meu direito termina quando acaba o seu”....muito pelo contrário, “Meu direito prevalece acima do seu, e se necessário for, eu passo por cima de você e do seu direito”. A verdade é que passamos a maior parte do nosso tempo pensando sobre o que queremos, no que gostamos, nas coisas que nos interessa e o que nos satisfaz, não temos pensado nas coisas que agradam a Deus e tão pouco nas pessoas que Deus ama.

Como nos tornamos seres mesquinhos e individualistas, queremos ainda defender a Fé e fazer apologia sem se quer vivenciar a verdadeira Fé. Atacamos uns aos outros e adoramos fazer isso, basta você passear um pouco na WEB e encontrará de tudo, porém quando olho para trás (séculos II ao III surgimento dos apologistas e polemistas), vejo homens como Justino Martir, Tertuliano e Irineu, que ressaltavam o cristianismo e condenavam os falsos ensinamentos e a vida dos hereges e seus mestres, mas acima de tudo eram vidas devotas a Cristo Jesus. Homens que não apenas escreviam, mas vivenciavam a Prática do Cristianismo, a uma vida pura e longe da imoralidade.

Nos tornamos arrogantes e soberbos e a Bíblia não deixa dúvida de qual é a posição de Deus em relação ao orgulho. Tiago disse: “Deus se opõe aos orgulhosos” (Tiago 4.6). O orgulho é o princípio predominante do inferno e do mundo secular. Esses falsos mestres e os líderes carnais podem se regozijar com os holofotes, com a mídia e destaque por algum tempo, mas estamos caminhando em direção ao dia em que esses serão colocados em seu devido lugar (Is. 2.11).

Nos tornamos fariseus! Como? Isso mesmo! Temos apenas uma aparência de santidade. Uma das realidades mais assustadoras do cristianismo é que é possível que vivamos uma imagem externa de fé enquanto, ao mesmo tempo, resistimos à obra interior do Espírito Santo. A igreja pós-moderna (atual) desenvolveu sua própria firma de hipocrisia, criamos nosso próprio farisaísmo. Estamos nas igrejas porque é a coisa certa a ser feita, mas não largamos nossas atividades carnais, não largamos o consumismo, a luxúria, o sexo ilícito, o adultério, a masturbação, o cigarro, a bebida, a inveja..etc...etc.. Vivemos um cristianismo sem cruz, onde não queremos matar o velho homem.

Como reparar tamanha apostasia?

“Raça de víboras! Quem lhes deu a déia de fugir da ira que se aproxima?” “Dêem fruto que mostre o vosso arrependimento!....O machado já está posto a raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo” (Mateus 3:7-10). O sermão de João Batista nos ensina onde erramos. Sua mensagem era clara e demonstrava e continua demonstrando como o nosso sistema religioso está falido e se nós não nos humilharmos, seremos destruídos por Deus.

Pense nisso!

Por Elder Cunha

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1 de outubro de 2011

Desmascarando a Igreja Emergente

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Século XXI marcado pelo fenômeno pós-modernismo, ou seja, por uma atitude intelectual e de expressões culturais.

Os pós-modernistas convencidos que a vida na Terra é frágil e que o esforço humano não é capaz de resolver esse conflito, acreditam que o Iluminismo deve ceder lugar a uma nova atitude de cooperação com a terra, pois entendem que a vida humana está ameaçada. Até então, acreditavam os iluministas no progresso inevitável, em outras palavras, na busca pelo conhecimento o homem seria capaz de revelar os segredos do universo para pôr o mundo a seu serviço, criando assim um mundo melhor(século XX).

No pós-modernismo as pessoas não estão mais convencidas de que o conhecimento é tão bom assim e decidiram trocar todo o otimismo por um pessimismo corrosivo. Acreditam ainda que a verdade não é, tão, exata e que existem outros caminhos válidos para o conhecimento além da razão. Cogita-se muito no relativismo, ou você, nunca ouviu a expressão: "Todos os caminhos levam a Deus". Desta maneira, esse novo homem saí a procura da "tal espiritualidade" e pelo o que há de sagrado tentando encontrar uma resposta para a sua existência.

Diante desse novo contexto de se enxergar o mundo, a igreja possui um grande desafio: Como ministrar o evangelho nos dias de hoje, cujo contexto é influenciado pelo pós-modernismo?

Face a essa questão surge, no meio evangélico, um novo movimento chamado: Igreja Emergente. Esses se intitulam “um movimento cristão onde as pessoas buscam viver sua fé em um contexto social pós-moderno”. Afirmam que os líderes cristãos devem se adaptar a esse perfil emergente e os que não aceitam, estão cegos aos acréscimos culturais que ocultam o evangelho sob formas de pensamento e expressão que não comunicam mais nada à nova geração, a geração emergente.

É verdade que existe um tema principal para o movimento emergente, como havia para a reforma protestante (Salvação pela Graça). Tal tema é compreendido em: A igreja como agente missiológico na terra, livre de instituição e hierarquias, simples, um organismo vivo cuja cabeça é Jesus, e onde a vida cristã é uma vida de comunidade e de compartilhamento.

Quando lemos o parágrafo anterior, nos perguntamos: Então o que há de errado com esse movimento, com essa nova onda, afinal sua declaração de fé não está correta?

Muito bem, o cerne da questão é que as igrejas emergentes estão mais preocupadas com o ouvinte do que com a mensagem em si. Em seu desejo de pregar um evangelho que seja “aceitável” ao homem pós-moderno, acabam egligenciando pressupostos básicos do cristianismo, chegando mesmo a negar a literalidade do nascimento virginal de Cristo, seus milagres, a ressurreição de Jesus e a existência do inferno eterno.

Preferem ainda vivência correta (ortopraxia) ao invés da doutrina correta (ortodoxia). Ao demonstrarem excessiva preocupação com a práxis em detrimento da doutrina, eles se aproximam mais do catolicismo e do espiritismo do que da tradição evangélica, uma vez que a ênfase recai sobre as obras e não sobre a fé. Há ainda dentro dessa corrente emergente, pessoas que preferem se despir da “igreja” e até mesmo do título de “cristão”.

Queridos leitores, não podemos negligenciar as escrituras quando pela primeira vez em Antioquia os discípulos de Jesus foram chamados de cristãos (Atos 11.26). Os discípulos de Jesus imitavam a Cristo, não só em sua ortopraxia, mas também em sua ortodoxia. Diz a Escritura em Atos 2.42 que a igreja continuava firme seguindo os ensinamentos dos apóstolos.

Não podemos negar que temos, sim, um desafio de pregar o evangelho para o ouvinte pós-moderno, mas em momento algum podemos abrir mão da Palavra uma vez confiada a nós para ser pregada e vivida. Não precisamos de novos movimentos, mas de uma volta ao passado e observarmos a forma como a Igreja Primitiva pregava e vivenciava sua mensagem.

Se temos um desafio para esse século....é esse.....Saber contextualizar a mensagem da cruz no mundo pós-moderno sem anular seu poder. ( I Cor 1.17). Quando deixamos de pregar o evangelho da cruz como deve ser pregado, quando a cruz deixa de ser ofensa aos ouvintes, quando a cruz deixa de ser vergonhosa, quando a cruz passa a ser atrativa....estamos deixando de anunciar o que Jesus anunciou. Pense nisso!

por Elder Cunha

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A criação e a classificação dos Anjos

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Sem dúvida nenhuma a angelologia é uma das mais difíceis doutrinas encontradas nas Escrituras Sagradas. Contudo, dada sua importância devemos apor a este assunto grande valor, pois anjos são ministros da providência de Deus, e agentes ativos na vida do crente e da Igreja de Cristo. A falta de estudo, sobre sua natureza e atividades, tem ocasionado o surgimento de muitas seitas, heresias e credos, distintos e distantes da Palavra de Deus.

O termo anjo da língua portuguesa tem origem na palavra latina angelu, que por sua vez se deriva do termo aggelov (aggelos) do grego. Em hebreu, a palavra traduzida como anjo é malak, ambas tem o significado de mensageiro, representante, enviado ou embaixador.

Pela terminologia também podemos entender que os anjos têm gênero masculino, pois são assim invariavelmente referidos. Não cabe, portanto, a idéia de que anjos não teriam gênero definido. Se assim o fosse, seriam estes representados por palavras de gênero neutro nas línguas de origem, ou em ocasiões seriam representados utilizando-se palavras de gênero masculino e em outras de gênero feminino; fatos estes que nunca ocorrem.

Criação dos anjos
Os anjos são criaturas, ou seja, foram criados por Deus, não existem desde a eternidade como o próprio Deus:
"Só tu és SENHOR; tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora". (Neemias 9:6)
"Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos. Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes. Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus. Louvem o nome do SENHOR, pois mandou, e logo foram criados". (Salmo 148:2-5)
Eles foram criados em um estado de santidade, mas alguns optaram por não se manter neste estado, conforme nos relata Judas:
"E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;" (Judas 6)

O número de anjos
Os anjos, ao contrário do homem, não têm capacidade reprodutiva.Seu número não se altera, pois, tal qual o homem, eles têm existência eterna, seja para o bem ou para o mal, contudo não é possível determinar quantos anjos foram criados. A Palavra de Deus sempre se refere a eles através de números metafóricos, indicando grande quantidade, mas em nenhuma parte há um número exato:
"Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros". (Daniel 7:10)

Classificações específicas dos anjos
Arcanjo
O único arcanjo referenciado pela Bíblia é Miguel, cujo nome significa "Aquele que é semelhante a Deus":
"Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda." (Judas 9)
Devido ao significado do nome Miguel, confundem-no alguns com Cristo, alegando ser Miguel um outro nome para Jesus.
A palavra arcanjo aparece somente duas vezes na Bíblia Sagrada, uma no texto em Judas 9, e outra no texto em I Tessalonicenses 4:16:
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro."
Nesta passagem o Senhor Jesus é distinguido do arcanjo, com cuja voz virá o Senhor buscar Sua Igreja.
Também é importante verificar outra passagem bíblica que referencia Miguel:
"Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia." (Daniel 10:13)
Miguel é aqui apontado como "um dos primeiros príncipes". Cristo não pode ser referido como "um dos". Ele é único, é o unigênito de Deus, é Deus. Também não é "dos primeiros", pois já estava lá desde a eternidade, e tudo foi feito por Ele; incluindo-se nisto: "um dos primeiros príncipes":
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez." (João 1:1-3)
Notemos que Miguel significa "aquele que é semelhante a Deus".

Pelo claro ensino das escrituras Jesus NÃO é um anjo, os anjos foram por Ele criados, e Miguel é distinto de Cristo. Miguel é o arcanjo e Cristo é o Filho de Deus. Não cabendo qualquer confusão neste ponto.

Serafins
A palavra hebraica para Serafim é "saraph", que significa serpente que queima ou serpente ardente. Esta palavra se origina em outra palavra hebraica que significa queimar ou arder. A única ocasião em que esta palavra descreve esta classe particular de anjos ocorre no capítulo 6 de Isaías, onde são descritos como seres com aparência humana (rostos, pés e mãos) e com seis asas, sendo duas utilizadas para cobrir o rosto, e duas para cobrir os pés, e com duas voavam. Criaturas com características semelhantes podem ser vistas em Apocalipse 4, onde encontramos quatro seres também com seis asas, e louvando ao Senhor de modo muito semelhante ao descrito por Isaías. Não há, contudo, qualquer garantia de que estes textos tratem dos mesmos seres, ou tão somente, são seres com algumas características comuns.
A palavra "saraph" no Antigo Testamento é utilizada para designar as serpentes ardentes que picavam o povo de Israel no deserto, bem como para designar a serpente que foi feita por Moisés e posteriormente destruída por Ezequias. As referências aos anjos em Isaías como Serafins (serpentes) nos remetem ao Jardim do Éden onde a antiga serpente tentou Eva. Fica, então, a pergunta: - Seria Satanás um Serafim?

Querubins
Querubim vem da palavra hebraica "kerub". No grego temos uma única referência à palavra Xeroubin (cheroubim) que é o plural do hebraico "kerub".
No Antigo Testamento temos 66 versos que trazem a palavra "kerub". Sua primeira ocorrência descreve os seres que foram postos por Deus, como guardas, ao oriente do Jardim do Éden, quando, por causa do pecado, expulsou de lá o homem. Em outras são referências às figuras postas sobre propiciatório (tampa que protegia o conteúdo da arca da Aliança), uma em cada extremidade, provendo proteção aos objetos contidos na arca:
"Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim na extremidade de uma parte, e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório, fareis os querubins nas duas extremidades dele.  Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; as faces deles uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houveres posto na arca o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel". (Êxodo 25:18-22)
O propiciatório, com os querubins, não somente proviam proteção ao conteúdo da arca, mas formavam um suporte visível para o trono invisível de Deus.
"Tu, que és pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho; tu, que te assentas entre os querubins, resplandece". (Salmo 80:1)
"O SENHOR reina; tremam os povos. Ele está assentado entre os querubins; comova-se a terra". (Salmo 99:1)
Foram bordados querubins também nas cortinas e nos véus do Tabernáculo, bem como nas paredes do Templo. ( Êxodo 26:31 e II Crônicas 3:7)
Também eram querubins que sustentavam o trono de Deus no relato encontrado em Ezequiel 10:
"Depois olhei, e eis que no firmamento, que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira, semelhante a forma de um trono. E falou ao homem vestido de linho, dizendo: Vai por entre as rodas, até debaixo do querubim, e enche as tuas mãos de brasas acesas dentre os querubins e espalha-as sobre a cidade. E ele entrou à minha vista. E os querubins estavam ao lado direito da casa, quando entrou aquele homem; e uma nuvem encheu o átrio interior. Então se levantou a glória do SENHOR de sobre o querubim indo para a entrada da casa; e encheu-se a casa de uma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do SENHOR. E o ruído das asas dos querubins se ouviu até ao átrio exterior, como a voz do Deus Todo-Poderoso, quando fala. Sucedeu, pois, que, dando ele ordem ao homem vestido de linho, dizendo: Toma fogo dentre as rodas, dentre os querubins, entrou ele, e parou junto às rodas. Então estendeu um querubim a sua mão dentre os querubins para o fogo que estava entre os querubins; e tomou dele, e o pôs nas mãos do que estava vestido de linho; o qual o tomou, e saiu. E apareceu nos querubins uma semelhança de mão de homem debaixo das suas asas". (Ezequiel 10:1-8)
Observemos, neste relato, várias características dos querubins, como o fato de serem criaturas aladas, de terem mãos como que de homens, de serem os sustentadores do trono de Deus e de serem criaturas extremamente poderosas.

O Anjo do Senhor
Há várias referências bíblicas sobre aparições do Anjo do Senhor, sendo este um ensino da maior importância, pois são estas aparições teofanias, mais especificamente teofanias em que Deus se apresentava em forma humana. Há no Antigo Testamento 62 referências ao Anjo do Senhor (ou à variante Anjo de Deus), sendo a primeira em Gênesis 21:17, quando o Anjo de Deus aparece a Agar no deserto. O Anjo do Senhor apareceu por várias vezes executando tarefas destinadas aos anjos ordinários, ou seja, trazendo mensagens de Deus, protegendo o povo de Deus e suprindo suas necessidades.
Contudo, apesar de várias controvérsias entre os eruditos quanto a este assunto específico, devemos aqui estabelecer a identidade do Anjo do Senhor, como sendo pré-encarnações de nosso Senhor Jesus Cristo. Para tanto trataremos alguns pontos que sempre distinguem as aparições do Anjo do Senhor de aparições de outros anjos:
- Um dos pontos mais relevantes quanto a esta questão é que no contexto do Novo Testamento não há sequer uma referência a "o Anjo do Senhor". Sempre que ocorre referência a "Anjo do Senhor", esta se faz como "um anjo do Senhor" e nunca como "O Anjo do Senhor". Esta substituição diz muito em sua aplicação direta, pois, ser "um", é ser um entre muitos, e ser "o" é ser único do gênero. No texto grego não encontramos o artigo definido "o" anexo à palavra aggelov (aggelos), colocando todas as referências com exceção de Atos 7:30 na condição de um em muitos, e não de único em sua espécie. É importante tomarmos esta posição, especialmente em vista de I Timóteo 3:16, pois Deus já havia se manifestado em carne, tornando estas ocorrências como aparições de um de seus anjos.
O Anjo do Senhor aceitou a adoração de Josué9. Um anjo comum não admite ser adorado, como pode bem ser visto nas passagens em Apocalipse 19:10 e 22:8-9. A instrução é clara: "Adora a Deus". Anjos têm clara noção de sua posição e não admitem que os homens os adorem. Se o "Anjo de Deus" que apareceu a Josué não fosse o próprio Deus (segunda pessoa da trindade), não teria aceitado, de forma alguma, a adoração de Josué.
- Em Juízes 13:15-22 temos:
"Então Manoá disse ao anjo do SENHOR: Ora deixa que te detenhamos, e te preparemos um cabrito.  Porém o anjo do SENHOR disse a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto o oferecerás ao SENHOR. Porque não sabia Manoá que era o anjo do SENHOR. E disse Manoá ao anjo do SENHOR: Qual é o teu nome, para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos? E o anjo do SENHOR lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso? Então Manoá tomou um cabrito e uma oferta de alimentos, e os ofereceu sobre uma penha ao SENHOR: e houve-se o anjo maravilhosamente, observando-o Manoá e sua mulher. E sucedeu que, subindo a chama do altar para o céu, o anjo do SENHOR subiu na chama do altar; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram em terra sobre seus rostos. E nunca mais apareceu o anjo do SENHOR a Manoá, nem a sua mulher; então compreendeu Manoá que era o anjo do SENHOR. E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus".
Esta passagem nos esclarece vários pontos. O primeiro a ser levado em conta é o nome do anjo do Senhor, que é Maravilhoso. Ora, vemos em Isaías 9:6, que Maravilhoso é nome dado ao menino que nos foi dado por Deus para salvação do homem. Alem disto vemos o próprio reconhecimento de Manoá (pai de Sansão) de que o Anjo do Senhor que lhe havia aparecido era Deus. Vemos também o anjo do Senhor subindo na chama do altar, tipologia para o sacrifício que a segunda pessoa da trindade, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, viria a fazer por todos os homens.
Por todas estas razões devemos entender com firmeza e clareza que O Anjo do Senhor (ou o Anjo de Deus) no Antigo Testamento é sim, e sem dúvidas nosso Senhor Jesus Cristo.

O Anjo Gabriel
A palavra Gabriel vem do hebraico "Gabriy'el", que quer dizer "guerreiro de Deus" ou "homem de Deus", provindo da junção de "geber", "homem forte" ou "guerreiro" e 'el. Este anjo é o anunciador das grandes mensagens de Deus para a humanidade, tendo aparecido a Daniele depois no Novo Testamento durante a anunciação do nascimento de João o Batista e de Jesus Cristo.
É o anjo que assiste diante de Deus, sendo ele o portador das grandes mensagens de Deus para os homens.

O Anjo da guarda
"Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus". (Mateus 18:10)
O primeiro problema a ser solucionado nesta passagem é quem são os pequeninos referidos por Jesus. Há duas interpretações possíveis, uma direta que indicaria Cristo estar falando de crianças. Outra indicaria que Ele estaria falando de seus discípulos, pois por diversas vezes Ele assim o fez (Mateus 10:42; 18:6). Poderíamos entender ambos os significados, mas devemos dar preferência ao último, por ser esta a prática de Cristo. Quando Ele falava de crianças, Ele as chamava de crianças mesmo ou de meninos, não de pequeninos.
Esta passagem não deve ser tomada, como muitos o têm feito, no sentido de que haja um anjo para cada crente. O texto não diz isto, mas sim que há ação angelical de proteção dos discípulos de Cristo. E esta ação faz parte do trabalho geral dos anjos em proteger o povo de Deus:
"Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?" (Hebreus 1:14)
Logo, não há tal coisa como "anjo da guarda", mas sim anjos que servem por ordens de Deus àqueles que estão aqui executando as boas obras, que Deus preparou para que andassem nelas.

O Anjo da Igreja
Quem são os anjos da Igreja tratados nos primeiros capítulos do Apocalipse de João? Esta pergunta tem sido alvo de respostas diversas, e se faz necessário estudá-las.
A resposta mais comum é que João ao escrever estaria se referindo aos pastores destas Igrejas.
Contudo, outras interpretações como a do alegorista Orígenes de Alexandria indicariam se tratar de anjos reais, e sendo assim, cada Igreja teria o seu próprio anjo da guarda particular. Mas, vemos pelo conteúdo das cartas que elas não se dirigem a um anjo, mas a pessoas, aos membros daquela igreja.
Outros ainda argumentam que seriam espíritos malignos que estariam ali para se alimentar dos pecados dos membros daquela Igreja. Sendo que cada Igreja teria então um "demônio de guarda" pronto a agir a cada tropeçar dos salvos ali congregados.
O que de fato se pode entender é que o anjo e a Igreja se confundem na mensagem, indicando claramente que o anjo faz parte da Igreja, e este entendimento aponta de forma inequívoca.

Espero que tenham gostado do artigo e que o mesmo tenha contribuído para vossa edificação, entendimento e esclarecimento.

estudo desenvolvido por Walter Andrade Campelo e complementos Elder Cunha

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