30 de abril de 2009

Desmascarando G-12

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Queridos leitores a cada manhã somos surpreendidos com novas práticas, que nada têm haver com o que Cristo nos ensinou. O homem e sua devasta imaginação, acaba criando ensinamentos que distorcem, totalmente, a Palavra de Deus. São práticas que tiram a “Simplicidade” do Evangelho e distanciam as pessoas da Graça de Deus.

Vários segmentos evangélicos não se contentam mais com a antiga doutrina pregada pelos apóstolos e pais da Igreja — mais tarde defendida pelos Reformadores — e vivem numa busca constante de novidades e modismos doutrinários. Nos últimos anos, vimos vários ensinos e práticas controvertidos invadirem os púlpitos e infestarem a mídia evangélica, tais como: quebra de “maldições hereditárias”, “cura interior”, “confissão positiva”, “espíritos territoriais”, “mapeamento espiritual”, cultos de “libertação”, “galacionismo” (a tentativa de levar a Igreja à práticas e ensinos do Velho Testamento, como a guarda do Sábado e das festas de Israel), dentre muitos outros.

Uma das últimas novidades a invadir o arraial evangélico brasileiro chegou da Colômbia. Denominado G 12, esse é um movimento que propõe o crescimento das igrejas através de células, com reuniões nas casas. O principal protagonista do G 12 é César Castellanos Domínguez, líder da Missão Carismática Internacional, com sede em Bogotá. Entre 1989 e 1990, sua esposa Cláudia (com quem se casou em 1976) .

Castellanos conta que depois de sua experiência com Cristo e de trabalhar como evangelista nas ruas de Bogotá, teve a oportunidade de pastorear pequenas igrejas, durante nove anos de ministério. A última delas só tinha 30 membros quando ali chegou, alcançando dentro de um ano, o número de 120 membros. Insatisfeito com os resultados conseguidos nessa igreja, ele renunciou ao pastorado.

Em fevereiro de 1983, enquanto passava férias numa praia colombiana, diz ter tido uma experiência com Deus, que o chamava para pastorear. No mês seguinte, iniciou na sala de sua casa a Missão Carismática Internacional, com apenas oito pessoas. Traçou depois um alvo para atingir o número de 200 membros. O líder colombiano confessa que foi grandemente influenciado por David (Paul) Yonggi Cho, da Coréia, que já vinha adotando por várias décadas o sistema de crescimento de igreja em células (também chamado de grupos familiares). Atualmente são muitos milhares que formam a família da igreja na Colômbia. Para o final de 1997, a meta de Castellanos era ter 30 mil células e 100 mil grupos. No ano 2000, seu alvo é ter um milhão de membros.

Já existem no Brasil várias pessoas e ministérios que abraçaram a visão de César Castellanos. Os que mais se destacam são Valnice Milhomens, muito conhecida pelos seus programas de TV, e Renê Terra Nova, líder da Primeira Igreja Batista da Restauração, em Manaus. A exemplo de Valnice, Renê já pertenceu também à Convenção Batista Brasileira. Valnice explica sua ligação com a Colômbia:

"Tendo a convicção de que o modelo de Bogotá era a base para o modelo que Deus tem para nós, temos retornado às convenções para beber da fonte. Cremos que Deus deu ao Pr. César Castellanos o modelo dos doze que há de revolucionar a igreja do próximo milênio, pelo que o abraçamos inteiramente, colocando-nos sob sua cobertura espiritual dentro dessa visão revolucionária, fundada na Palavra de Deus. Tendo sido ungida como um de seus doze internacionais, estamos, como igreja, comprometidos em viver essa visão."

POR QUE G 12?

César Castellanos explica porquê:

"Pedi a direção do Senhor, e Ele prometeu dar-me a capacidade de preparar a liderança em menos tempo. Pouco depois abriu um véu em minha mente, dando-me entendimento em algumas áreas das Escrituras, e perguntou-me: ‘Quantas pessoas Jesus treinou?’ Começou desta maneira a mostrar-me o revolucionário modelo da multiplicação através dos doze. Jesus não escolheu onze nem treze, mas sim doze."

Outros exemplos bíblicos são citados, como as 12 pedras no peitoral do sacerdote (Êx 28.29); também com 12 pessoas Jesus alimentou as multidões. Para reforçar o argumento de Castellanos, Valnice acrescenta:

"Podemos notar que o número doze, nas Escrituras, é o número de autoridade e governo… O dia tem 24 horas, que são dois tempos de doze. Cada ano tem doze meses. O relógio não pode ser de 11 ou de 13 horas. Deve ser de doze horas, para que possamos administrar o tempo. Não foi um capricho de Jesus escolher doze homens. Ele sabia que estava ali a plenitude do ministério. Os fundamentos requeriam doze apóstolos."

Penso que não há necessidade de se criar algo místico ao redor do número doze, pois há outros números na Bíblia que também despertam a atenção.

COMO FUNCIONA O G 12

A igreja se divide em pequenos grupos denominados células. As pessoas são evangelizadas através das células, das reuniões na igreja ou de eventos evangelísticos. Depois de evangelizadas, começa o processo de consolidação. O novo adepto responderá um questionário chamado mapeamento espiritual, com uma grande variedade de perguntas sobre o passado da pessoa e de seus familiares. Algumas perguntas são bastante constrangedoras. Tal questionário vai dar ao líder da célula ou ao discipulador uma visão da jornada espiritual do novo discípulo. Em seguida, ele será levado a participar da célula, passando a construir novos relacionamentos.

Após esse processo inicial, a pessoa é estimulada (e muito) a passar pelos seguintes estágios:

1. Pré Encontro: Constituído de quatro palestras preparatórias para o encontro de três dias. Nessa fase, o discípulo recebe orientações sobre a Igreja, o senhorio de Cristo, mordomia e batismo.

2. Encontro: Um retiro espiritual de três dias, onde a pessoa receberá ministração nas áreas de arrependimento, perdão, quebra de maldições, libertação, cura interior, batismo no Espírito Santo e a visão da igreja. Cerca de 100 pessoas (jovens, mulheres, homens e crianças) são separadas um ou dois meses após a sua entrega na igreja e são levadas a um lugar distante do contexto familiar para serem ministradas. Para César Castellanos, o encontro equivale a todo um ano de assistência fiel à igreja.

3. Pós Encontro: Quatro palestras para consolidação das vitórias alcançadas no Encontro.

4. Escola de Líderes: Formação em três estágios de três meses cada, para se tornar líder de célula e de grupo de doze.

5. Envio: Quando alguém começa uma célula de evangelismo a partir de três pessoas, tornando-se líder de célula. Depois de sua célula consolidada, ele começa a formação do seu grupo de doze para discipulado, tornando-se líder de doze. Consolidado seu grupo de 12, ele estimula a cada um a formar seu grupo de doze. Surge então o líder de 144, e assim por diante.

PRÁTICAS ESQUISITAS

Não há nada de errado em dividir a igreja em células ou grupos familiares para reuniões nos lares ou outros locais. Muitas igrejas ao redor do mundo têm feito isso e até com bons resultados. Dependendo da região ou da cultura onde se aplica o processo, pode ser uma boa idéia ou não.

Um dos problemas em relação ao G 12 é a inserção de práticas, conceitos e ensinos nada bíblicos, tais como quebra de maldições hereditárias, cura interior, mapeamento espiritual, escrever os pecados em pedaços de papel e queimá-los na fogueira, revelações extra bíblicas, PERDOAR A DEUS ( a pessoa deve perdoar aqueles que tenham lhe causado sofrimento, sem esquecer de ninguém, nem mesmo Deus).

Outra coisa intrigante é a proibição taxativa de se relatar o que se passa nos encontros. Quando conversamos com algumas pessoas que participaram desses encontros, elas afirmam uma única coisa: “o encontro é tremendo”. Observe uma das normas do Encontro: “Não se pode mencionar muitas coisas sobre o Encontro, porque o mesmo trás consigo muitas surpresas e todos os seus participantes comprometem-se a não revelar absolutamente nada do que receberam lá”.

Acho isso realmente muito estranho. Ora, quando alguém recebe bênçãos de Deus, quando Deus faz uma grande obra numa pessoa ou no meio de um povo, o mais natural e bíblico é dar testemunho, é contar o que Deus fez. Tal proibição não tem base bíblica. Ao contrário. Observe a declaração de Jesus diante do sumo sacerdote: “Respondeu-lhe Jesus: Eu falei abertamente ao mundo; sempre ensinei nas sinagogas e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada disse em segredo” (João 18.20). Paulo escreveu a Timóteo: “E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros” (2 Timóteo 2.2). Portanto, não há por que ficar escondendo informações dos demais.

O G 12 assume também uma postura exclusivista. Ele é apresentado como a única tábua de salvação para a igreja, o último movimento de Deus na terra, a única solução para a salvação das almas. É apresentado ainda como a restauração da Igreja segundo o seu modelo original no livro de Atos dos Apóstolos. David Kornfield, da Sepal, declarou:

"Notamos que Deus está produzindo um novo mover do Seu Espírito no seio da Igreja brasileira, à medida que nos aproximamos de um novo milênio. Esse mover do Espírito é tão grande que algumas pessoas o entendem como uma Segunda Reforma. A primeira reforma, deflagrada por Martinho Lutero, tinha a ver com a justificação pela fé e com a salvação individual. A Segunda Reforma celebra e desenvolve a alegria de sermos salvos a nível coletivo; salvos para, reciprocamente, vivenciarmos a alegria da vida em Cristo."

César Castellanos confirma tal exclusivismo ao declarar:

"A frutificação neste milênio será tão incalculável, que a colheita só poderá ser alcançada por aquelas igrejas que tenham entrado na visão celular. Não há alternativa: a igreja celular é a igreja do século XXI." (GRIFO MEU)

Nem certos movimentos e líderes de Deus no passado escapam dos ataques do G 12. Valnice Milhomens denomina a Igreja da época do imperador romano, Constantino, de “igreja política”, dizendo que Constantino relegou oficialmente o vinho novo aos odres velhos das catedrais. Sobre a Igreja Reformada, ela diz que Lutero reformou o vinho (teologia), mas o derramou novamente nos odres velhos. Para ela, o movimento de avivamento procurou reavivar o vinho dentro dos odres velhos. Os pentecostais e os carismáticos derramaram o vinho do Espírito Santo dentro dos odres velhos. Quanto a Igreja em Células, sua opinião é de que Deus está recriando modelos de comunidade de odres novos que preservem o vinho novo em odres novos.

VENTOS DE DOUTRINA

O G 12 deixa muito a desejar no que se refere ao discernimento doutrinário, pois tem sido grandemente influenciado pelos ensinos anômalos de Peter Wagner e de outros na área de batalha espiritual. Peter Wagner é professor da Escola de Missões do Seminário Fuller na Califórnia, Estados Unidos. Entretanto, seus escritos sobre guerra espiritual, como também os de Rebeca Brown, são inaceitáveis à luz da Bíblia.

O G 12 não será o último vento de doutrina a invadir o arraial evangélico. Seus líderes atuais já abraçaram outros modismos no passado, e certamente abraçarão outros que virão. Por esta razão, deixamos aqui um alerta ao povo de Deus: Todo líder, igreja ou ministério que se abre para um vento de doutrina, um modismo doutrinário, ou uma aberração teológica, estará sempre aberto para a próxima onda, quando aquela já arrefeceu.

Leia a postagem: "Reconhecendo uma seita" e faça você mesmo a conclusão sobre G-12

Efésios 4.14 Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha de homens, pela astúcia com que induzem ao erro.

Bibliografia e Referência:

Agência de Informações Religiosas

Evangélicos em Crise, Paulo Romeiro

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29 de abril de 2009

Reconhecendo uma seita

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O mundo em que vivemos é rodeado por milhares de seitas e falsas religiões, as quais pensam estar fazendo a vontade do Pai quando, na verdade, não estão. Infelizmente, muitas pessoas têm sido alvo dessas seitas e religiões, por não conhecerem a base da fé cristã - a Palavra de Deus. Resolvi, então, deixar registrado essa postagem e desmascarar as seitas.

Uma seita é considerada um grupo pseudocrístão. Como tal, a seita reivindica ser cristã, mas nega uma ou mais das doutrinas essenciais do cristianismo histórico.

Existem milhares de religiões neste mundo, e obviamente nem todas são certas. O próprio Jesus advertiu seus discípulos de que viriam falsos profetas usando Seu nome, e ensinando mentiras, para desviar as pessoas da verdade (Mateus 24.24). O apóstolo Paulo também falou que existem pessoas de consciência cauterizada, que falam mentiras, e que são inspirados por espíritos enganadores (1 Timóteo 4.1-2). Nós chamamos de seitas a essas religiões. Não estamos dizendo que todos os que pertencem a uma seita são desonestos ou mal intencionados. Existem muitas pessoas sinceras que caíram vítimas de falsos profetas. Para evitar que isto ocorra conosco, devemos ser capazes de distinguir os sinais característicos das seitas. Embora elas sejam muitas, possuem pelo menos cinco marcas em comum:

(1) Elas têm outra fonte de autoridade além da Bíblia. Enquanto que os cristãos admitem apenas a Bíblia como fonte de conhecimento verdadeiro de Deus, as seitas adotam outras fontes. Algumas forjaram seus próprios livros; outras aceitam revelações diretas da parte de Deus; outras aceitam a palavra de seus líderes como tendo autoridade divina. Outras falam ainda de novas revelações dadas por anjos, ou pelo próprio Jesus. E mesmo que ainda citem a Bíblia, ela tem autoridade inferior a estas revelações. Portanto tomem muito cuidado com “novas revelações”, pois o Canon da Bíblia Sagrada já cessou em Cristo Jesus.

(2) Elas acabam por diminuir a pessoa de Cristo. Embora muitas seitas falem bem de Jesus Cristo, não o consideram como sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nem como sendo o único Salvador da humanidade. Reduzem-no a um homem bom, a um homem divinizado, a um espírito aperfeiçoado através de muitas encarnações, ou à mais uma manifestação diferente de Deus, igual a outros líderes religiosos como Buda ou Maomé. Freqüentemente, as seitas colocam outras pessoas no lugar de Cristo, a quem adoram e em quem confiam. O movimento Batalha espiritual, dá mais ênfase a satanás do que ao próprio Senhor Jesus, saía dessa canoa furada!

(3) As seitas ensinam a salvação pelas obras. Essa é uma característica universal de todas as seitas. Por acreditarem que o homem é intrinsecamente bom, pregam que ele pode acumular méritos e vir a merecer o perdão de Deus, através de suas boas obras praticadas neste mundo. Embora as seitas sejam muito diferentes em sua aparência externa, são iguais neste ponto. Algumas falam em fé, mas sempre entendem a fé como sendo um ato humano meritório. E nisto diferem radicalmente do ensino bíblico da salvação pela graça mediante a fé.

(4) As seitas são exclusivistas quanto à salvação. Pregam que somente os membros do seu grupo religioso poderão se salvar. Enquanto que os cristãos reconhecem que a salvação é dada a qualquer um que arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus Cristo como Salvador (não importa a denominação religiosa), as seitas ensinam que não há salvação fora de sua comunidade.

(5) As seitas se consideram o grupo fiel dos últimos tempos. Elas ensinam que receberam algum tipo de ensino secreto que Deus havia guardado para os seus fiéis, perto do fim do mundo. É interessante que ao nos aproximarmos do fim do milênio, cresce o número de seitas afirmando que são o grupo fiel que Deus reservou para os últimos dias da humanidade.

Podemos e devemos ajudar as pessoas que caíram vítimas de alguma seita. Na carta de Tiago está escrito que devemos procurar ganhar aqueles que se desviaram da verdade (Tiago 5.19-20). Para isto, entretanto, é preciso que nós mesmos conheçamos profundamente nossa Bíblia bem como as doutrinas centrais do Cristianismo. Mais que isto, devemos ter uma vida de oração, em comunhão com Cristo, para recebermos dele poder , amor e moderação.

Bibliografia:

Manual de apologética Cristã, Esequias Soares;

Cristianismo em Crise, Hank Hanegraaff


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27 de abril de 2009

O Fenômeno: Batalha Espiritual

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Caros leitores,
Quem nunca ouviu falar na expressão: "Batalha Espiritual". Essa expressão, atualmente, tem arrastado inúmeras pessoas à uma falsa concepção da realidade acerca do mundo espiritual, além de trazer a inversão de alguns papéis.

Batalha Espiritual. O nome em si já sugere do que se trata: é um movimento cuja ênfase maior é na luta da Igreja de Cristo contra Satanás e seus demônios, conflito este de natureza espiritual, quanto aos métodos, armas, estratégias e objetivos

NEOPENTECOSTALISMO
O crescente interesse em círculos evangélicos por Satanás, demônios, espíritos malignos, e o misterioso mundo dos anjos, corresponde ao surto de misticismo atual, um interesse crescente no mundo nos dias de hoje pelos anjos maus e bons, e pelo oculto. Mas não somente no mundo, dentro da própria igreja cristã assistimos o crescimento da busca pelo miraculoso e sobrenatural, na esteira do neopentecostalismo. Por neopentecostalismo, quero dizer, aqueles movimentos surgidos em décadas recentes, que são desdobramentos do pentecostalismo clássico do início do século, mas que abandonaram algumas de suas ênfases características e adquiriram marcas próprias, como ênfase em revelações diretas, curas, batalha espiritual, e particularmente uma maneira de encarar a realidade espiritual.

Esse movimento é caracterizado por uma leitura das Escrituras e da realidade sempre em termos da ação sobrenatural de Deus. Deus é percebido somente em termos de sua ação extraordinária. Assim, para o neopentecostal típico, Deus o guia na vida diária através de impulsos, sonhos, visões, palavras proféticas, e dá soluções aos seus problemas sempre de forma miraculosa, como libertações, livramentos, exorcismos e curas. A doutrina que caracteriza, mais que qualquer outra, as igrejas evangélicas no Brasil hoje, é a crença em milagres. É claro que não estou dizendo que crer em milagres seja errado. O que estou dizendo é que, na hora em que a crença em milagres contemporâneos e diários passa a ser a característica maior da igreja evangélica, algo está errado.

O neopentecostalismo, por enfatizar a ação sobrenatural e miraculosa de Deus no mundo (a qual não negamos), acaba por negligenciar a importância da operação do Espírito Santo através de meios secundários e naturais. Essa negligência torna-se mais séria quando nos conscientizamos que o Espírito normalmente trabalha através de meios secundários e naturais para salvar os pecadores. Acredito não ser difícil de provar que a esmagadora maioria dos cristãos foram salvos através de meios naturais – como o testemunho de alguém, a leitura da Bíblia, a pregação da Palavra – e não através de intervenções miraculosas e extraordinárias, como foi a conversão de Paulo.
Como resultado do sobrenaturalismo neopentecostal, as igrejas reformadas por ele afetadas tendem a considerar os meios naturais como sendo espiritualmente inferiores. Um bom exemplo é a tendência de considerar o tomar remédios como falta de fé por parte do crente adoentado. Um outro resultado é a diminuição da pregação do Evangelho como meio de salvação dos pecadores, e a ênfase na realização de como meio evangelístico. Assim, a obra do Espírito na Igreja e no mundo através dos meios naturais secundários é negligenciada, com graves e perniciosos efeitos nas vidas dos que abraçam a cosmovisão neopentecostal.
As conseqüências desta maneira de ver a realidade espiritual são sérias para a área do conflito da igreja contra as hostes das trevas, pois a concebe apenas em termos do sobrenatural, negligenciando o ensino bíblico de que Satanás procura atingir a Igreja de Cristo através da carne e do mundo – meios que não são necessariamente sobrenaturais.
Conquanto devamos dar as boas vindas a todo e qualquer movimento na Igreja que venha nos ajudar a melhor nos preparar para enfrentar os ataques das hostes malignas contra a Igreja, este movimento polêmico tem trazido algumas preocupações sérias a pastores, estudiosos e líderes evangélicos no mundo todo, não somente das igrejas evangélicas históricas, como até mesmo de igrejas pentecostais clássicas.

Existem várias razões para essa preocupação. Uma delas é que o movimento, onde tem ganhado a adesão de pastores e comunidades, tem produzido um tipo de cristianismo em que a atividade satânica se tornou o centro e mesmo a razão de ser da existência destes ministérios e igrejas. Nestes casos, embora geralmente as doutrinas fundamentais da fé cristã não tenham sido negadas (há exceções), elas são, via de regra, relegadas a plano secundário, desaparecendo do ensino e da liturgia. O que resulta é um cristianismo distorcido, deformado, onde doutrinas como a salvação pela fé somente, mediante o sacrifício redentor, único e expiatório de Cristo. A doutrina da pessoa de Cristo, sua mediação e ofícios, e doutrinas como a da queda, da depravação do homem, da santificação progressiva mediante os meios de graça, são negligenciadas. Não é que estas igrejas e os proponentes do movimento neguem necessariamente estes pontos; mas certamente não lhes dão a ênfase necessária e devidas, que recebem nas próprias Escrituras.

O fato é que o movimento de "batalha espiritual" tem produzido o surgimento de novas igrejas (e mesmo denominações) cujo ministério principal é a expulsão de demônios e a "libertação" de crentes e descrentes da opressão demoníaca a todos os níveis (espiritual, moral e física, bem como geográfica, estrutural e social). Mas não somente isto — as idéias e práticas difundidas pelo movimento tem se infiltrado nas igrejas históricas, cativando muitos dos seus pastores, oficiais e membros.

A NECESSIDADE DE BASE BÍBLICA
Quando procuramos entender os conceitos da "batalha espiritual" a partir de princípios gerais que controlam as diversas áreas abrangidas pelo tema, poderemos ter alguns trilhos sobre os quais poderemos conduzir o assunto. No que se segue, procuro analisar 02 desses princípios que têm importância fundamental para ele: a soberania de Deus, a suficiência das Escrituras.

1. Deus é soberano absoluto do seu universo
Um soberano é alguém que está revestido da autoridade suprema, que governa com absoluto poderio, que exerce um poder supremo sem restrição nem neutralização. Quando dizemos que Deus é soberano, significa que ele tem poder ilimitado para fazer o que quiser com o mundo e as criaturas que criou, e que nenhuma delas pode, ao final, frustrar seus planos. Podemos fazer algumas afirmações quanto a essa doutrina.

A soberania absoluta de Deus sobre sua criação percebe-se claramente nas Escrituras. No Pentateuco Deus revela-se como o Criador do mundo visível e invisível, e da raça humana. Ele é o Libertador dos seus e o Legislador que soberanamente passa leis que refletem sua santidade e exigem obediência plena de suas criaturas. Ele exerce total controle sobre a natureza que criou, intervindo em suas leis naturais, suspendendo-as (milagres). Assim, em contraste com os deuses das nações, ele é o supremo soberano do universo, acima de todos os deuses, que os julga e castiga, bem como aos que os adoram. Nos livros Históricos, lemos como Deus cumpre soberanamente suas promessas feitas a Abraão de dar uma terra aos seus descendentes, introduzindo-os e estabelecendo-os em Canaã, e ali mantendo-os até que os expulsasse por causa da desobediência deles. Os Salmos e os Profetas celebram a soberania de Deus sobre sua criação e sobre seu povo. É ele quem reina acima das nações e de seus deuses falsos, quem controla o curso desse mundo. Nele seu povo sempre pode confiar e depender.

O mesmo reconhecimento encontramos nas Escrituras do Novo Testamento. Na plenitude dos tempos Deus envia soberanamente seu filho, e dá testemunho dele através de milagres poderosos, ressuscitando-o de entre os mortos. Esses eventos, bem como os que se seguiram na vida dos apóstolos e da Igreja nascente, ocorreram como o cumprimento da vontade de Deus
A soberania de Deus é ensinada no conceito de Reino de Deus. Mas, é o conceito bíblico do Reino de Deus que melhor expressa a soberania de Deus sobre o universo que formou. Tal conceito está presente em toda a Bíblia e mesmo estudiosos renomados têm insistido em que é o conceito central das Escrituras, do qual se derivam todos os demais. Para colocá-lo de maneira simples e sucinta, significa o domínio supremo de Deus sobre suas criaturas, mesmo as que se encontram em estado de rebelião aberta contra ele.
O próprio Satanás está debaixo da soberania divina. Embora não esteja muito claro na Bíblia, a Igreja cristã sempre entendeu que Satanás foi originalmente um dos anjos criados por Deus, talvez um querubim de grande beleza e poder, que desviou-se do seu estado original de pureza e motivado pela vaidade e pela soberba, rebelou-se contra Deus, desejando ele mesmo ocupar o lugar da divindade (Isaías 14 e Ezequiel 28). Punido por Deus com a destruição eterna, o anjo rebelde tem entretanto a permissão divina para agir por um tempo na humanidade, a qual, através de seu representante Adão, acabou por seguir o mesmo caminho do querubim soberbo. Pela permissão divina, Satanás e os demais anjos que aliciou dos exércitos celestiais, cumprem nesse mundo propósitos misteriosos, que pertencem a Deus apenas. Alguns deles transparecem das Escrituras, que é o de servir como teste para os filhos de Deus e agente de punição contra os homens rebeldes.

O ensino bíblico é claro. Satanás, mesmo sendo um ser moral responsável e retendo ainda poderes inerentes aos anjos, nada mais é que uma das criaturas de Deus, e portanto, infinitamente inferior a ele em glória, poder e domínio. Mesmo que a Bíblia fale do reino de Satanás e de seu domínio nesse mundo (Ef 6.12; Lc 4.6; Jo 14.30) e advirta os crentes a que estejam alertas contra suas ciladas (Ef 6.11; 1 Pe 5.8; Tg 4.7), jamais lhe atribui um poder independente de Deus, ou liberdade plena para cumprir planos próprios, ou capacidade para frustrar os desígnios do Senhor.

Assim, a Bíblia nos ensina que Satanás não pode atacar os filhos de Deus sem a permissão dele. Foi somente assim que pode atacar o fiel Jó (Jó 1.6-12; 2.1-7), incitar Davi a contar o número dos israelitas (1 Cr 21.1 com 2 Sm 24.1) e peneirar Pedro e demais discípulos (Lc 22.31-32). Os crentes têm a promessa divina de que ele só permitirá a tentação prosseguir até o limite individual de cada um (1 Co 10.13), o que só faz sentido se o Senhor tiver pleno controle sobre a atividade satânica.

2. As coisas de Deus só podem ser conhecidas pelas Escrituras
Esse segundo ponto é de importância crucial para nosso entendimento da batalha espiritual. Ele trata da suficiência das Escrituras quanto ao conhecimento que precisamos ter acerca de Deus, da sua vontade, suas promessas, e do misterioso mundo celestial, onde invisivelmente se movimentam os anjos e os demônios. Há dois aspectos que precisamos destacar aqui.

A exclusividade da Escritura. A Bíblia é a única fonte adequada e autorizada por Deus pela qual obter informações acerca das coisas espirituais e que pertencem à salvação. Portanto, ela exclui qualquer outra fonte. Muito embora Deus se revele através da sua imagem em nós (consciência, Rm 2.14-15) e das coisas criadas (Rm 1.19-20), entretanto é através de sua revelação especial nas Escrituras que nos faz saber acerca do mundo invisível e espiritual que nos cerca. Assim, muito embora possamos depreender alguma coisa acerca de Deus pelo conhecimento de nós mesmos e do mundo criado, é exclusivamente nas Escrituras que encontraremos a revelação clara e plena de Deus para a humanidade.

A suficiência da Escritura. A Bíblia traz todo o conhecimento que precisamos ter nesse mundo, para servirmos a Deus de forma agradável a ele, e para vivermos alegres e satisfeitos no mundo presente. Mesmo não sendo uma revelação exaustiva de Deus e do reino celestial, a Escritura entretanto é suficiente naquilo que nos informa a esse respeito.

1) A única fonte autorizada que temos para conhecer o misterioso mundo angélico onde se movem anjos e demônios é a Bíblia. Mesmo que existam muitos conceitos e idéias acerca dos demônios, advindas da superstição popular, da crendice e de experiências pelas quais as pessoas passam, é somente nas Escrituras que encontramos conhecimento seguro acerca de Satanás e de sua atividade nesse mundo. Ela é singular e exclusiva.
2) A Bíblia contém tudo o que Deus desejava que conhecêssemos a respeito de Satanás. O ensino que ela nos oferece sobre os demônios e suas atividades é suficiente para que possamos estar sempre prontos para resistir às suas investidas e para ajudar as pessoas que se encontram cativas por eles. Ou seja, tudo que precisamos saber para travarmos uma guerra espiritual contra as hostes espirituais da maldade está revelado nas páginas da Escritura, e isso inclui conhecimento das ciladas astutas do diabo e a maneira correta de procedermos diante delas. A Bíblia é nosso manual de combate espiritual. Ela nos revela o caráter de nosso inimigo, suas intenções e artimanhas, e de que modo podemos ficar firmes contra suas ciladas.

Os perigos que correm os cristãos que adotam uma demonologia ou uma visão de batalha espiritual que vai além dos padrões da Palavra de Deus são devastadores. Via de regra, os que têm ido além das Escrituras acabam caindo numa demonologia semi-pagã. Defensores dessa nova teologia mesmo apresentando as vezes bom material bíblico são tendentes a especulações fantásticas e imaginações espetaculares. Os que vêem a dor, o sofrimento, as doenças, a depressão, o desemprego, os conflitos pessoais e o pecado — enfim, toda a miséria que existe no mundo ao seu redor — sempre em termos de batalha espiritual, correm diversos riscos quanto à sua fé.
Falsa compreensão. Quando aceitamos a idéia de que vivemos num mundo onde todo mal se origina na atuação direta de Satanás ou alguns de seus demônios, perdemos de perspectiva o ensino bíblico de que somos responsáveis pelos nossos pecados e pelas conseqüências dos mesmos, que geralmente nos trazem dor e sofrimento. E podemos até mesmo começar a questionar se a disciplina espiritual é de algum valor para quebrarmos o poder dos hábitos pecaminosos em nossas vidas, já que acreditamos que estes se resolvem pela expulsão de entidades espirituais responsáveis pelos mesmos.
Temor doentio. Pessoas que percebem a vida cristã exclusivamente em termos de batalha espiritual, logo começam a ver conexões sinistras e macabras entre os eventos do dia a dia e a atividades de demônios, o que pode levá-las ao pânico ou a um comportamento paranóico.
Ilusão. Pessoas que experimentam umas poucas vezes a "vitória" sobre o inimigo podem adquirir uma falsa sensação de superioridade, de orgulho ou a ilusão de terem "poder". Entretanto, a vitória pertence a Deus. Devemos nos lembrar que a maioria dos problemas que os cristãos experimentam procedem de suas próprias faltas, defeitos, incoerências, idiossincrasias e enfermidades espirituais. Não estou negando que Satanás usa essas coisas para prejudicar nossas vidas, apenas destacando que elas tem origem em nossa natureza decaída.
Se porém permanecermos confiantes na exclusividade e na suficiência do ensino da Escritura e permanecermos firmes no que ela nos ensina, poderemos entrar no combate espiritual perfeitamente equipados e tendo a perspectiva correta do que está acontecendo. Esse é um princípio fundamental que devemos manter a todo custo quanto ao tema da batalha espiritual.

Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça.. (Hebreus 13.9)
Bibliografia & Referência
Evangélicos em Crise; Paulo Romeiro
O que Você Precisa Saber sobre Batalha Espiritual, Rev. Augustus Nicodemus

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26 de abril de 2009

Apocalipse: Os julgamentos

3 comentários



Olá leitores e amigos.
Resolvi, hoje, esclarecer a dúvida de um irmão e amigo - Angelo Maciel. Recebi sua mensagem com a seguinte pergunta:

"Pr Elder, gostaria de saber se o senhor acha se quandos morremos nos seremos Jugados naquele instante? E se fosse assim como seria a questão do Julgamento final? Não teria ou seríamos Julgados duas vezes? Estive lendo o que o senhor escreveu em seu Blog cujo o tema é "Onde estão os mortos agora" e fique em dúvida. Gostaria que me falasse o que a senhor pensa sobre o assunto. Desde já agradeço. Um abraço e que Deus lhe abençoe sempre em nome de Jesus. Ângelo"
Primeiramente, essa dúvida é comum entre muitas pessoas e há uma série de pensamentos a cerca desse tema, porém não vou falar o que penso e sim o que a Bíblia Sagrada nos evidencia.

Antes de entrarmos no assunto, propriamente dito, temos que pincelar sobre a questão do arrebatamento da igreja. Então, sugiro, que você tenha em mãos sua Bíblia e acompanhe comigo esse estudo.

  • O Arrebatamento da Igreja
Desde que o nosso Senhor Jesus nos prometeu que Ele retornaria à Casa de seu Pai para nos preparar lugar e que voltaria e nos receberia para Si mesmo, para que onde Ele estivesse, estivessemos nós também (joão 14.3), temos aguardado ansiosamente sermos arrebatados ou transladados ao invés de vermos a morte.

Síntese dos eventos do arrebatamento
1) Ouviremos o toque da trombeta de Deus ( 1 Tess.4.16)
2) Os mortos em Cristo, ao som da trombeta, ressuscitarão primeiro (somente aqueles que morreram em Cristo Jesus terão os restos corruptíveis de seus corpos, transformados em incorruptíveis ( 1 Cor 15.51-58)
3) Em seguida os que estiverem vivos serão transformados (feitos incorruptíveis) 1 Cor 15.51. Somente aqueles que foram fiel ao Senhor e andaram em Santidade
4) Ambos, serão levados para as nuvens. Seremos arrebatados (apanhados por Cristo Jesus)
Cabe enfatizar, que o arrebatamento do Senhor ocorrerá antes do período conhecido por "Tribulação". Aqueles que permanecerem fiéis a Palavra de Deus, sejam mortos ou vivos, terão vossos corpos transformados e serão arrebatados por Cristo e não passarão pela Tribulação.
E depois, desse glorioso evento, o que nos espera?

  • O Tribunal de Cristo
Imediatamente após o arrebatamento, todos os cristão arrebatados deverão, comparecer perante Cristo para serem julgados por Ele. Esse julgamento não tem nada a ver com a salvação, porque apenas os salvos estarão ali. 2 Cor 5.10 / Rom 14.10

Cristo julgará os cristãos por SUAS OBRAS.

As Boas Obras
Cristo julgará tudo aquilo que fizemos na terra em prol do Seu Reino, ou seja, as boas obras.
Uma vez que as boas obras receberão galardões, precisamos saber o que constitui uma boa obra. As Escrituras descrevem algumas:
1) Nosso testemunho de vida
2) Adoração
3) Generosidade
4) Pregar, ensinar a Palavra
5) Evangelizar
Jesus deixou claro que nada é tão pequeno que não possa ser considerado uma boa obra. Em Mateus 10.42, Ele disse: "E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão". Assim tudo que é feito para Cristo, com atitude e motivação certas, receberá um galardão. Em 1 Cor. 3.12, essas boas obras são descritas como ouro, prata e pedras preciosas.

Obras com motivação errada
Por outro lado, Jesus nos diz que obras feitas com intenção de impressionar aos homens são indignas a seus olhos. Em Mateus 6.2, Ele declara que qualquer que faz obras para receber o louvor dos outros, não receberá a recompensa de Deus.

Após esse evento, os cristãos arrebatados estarão com Cristo Jesus para sempre. No entanto, algo terrível estará prestes a ocorrer na terra com aqueles que não foram fiéis ao Senhor (incrédulos, falsos profetas, pecadores, pessoas que se diziam cristãs, idolatras). Chegou o momento de Deus manifestar a sua ira contra tudo isso, o período "Tribulação" se inicia após o arrebatamento dos fiéis. (vou deixar esse assunto para uma postagem especial)

Após a tribulação, após a Batalha do Armagedom e a 2ª vinda de Cristo se inicia um período conhecido como o Milênio. Em Apoc 20.1-7 diz que Cristo estabelecerá Seu Reino e reinará por 1.000 anos. Jesus será o foco da história, Ele reinará fisicamente sobre o mundo inteiro, com poder e grande glória. (publicarei uma postagem sobre esse assunto)

Para entrarmos no assunto do Julgamento Final, se faz preciso pincelar sobre o Glorioso Retorno de Cristo. O evento mais esperado da história humana, a 2ª Vinda de Cristo. Cristo volta para estabelecer Seu Reino que vai durar 1.000 anos.

  • Glorioso Retorno
1) Cristo retorna a terra após o período da Tribulação Mt 24.29
2) O sinal do Filho do Homem no céu será visto por todos Mt 24.20. (ou seja a Globo e a CNN estará cobrindo esse evento)
3) Os céus se abrirão e Cristo aparecerá montado num cavalo branco, acompanhado de seu exército (Apoc 19.11-14), preparado para julgar os ímpios
4) Cristo estará sobre o Monte das Oliveiras (Zac 14.3-5)
5) Os ímpios irão lamentar, pois não estarão preparados (Mt 24.30)
6) A besta (anticristo) e seus exércitos se confrontarão com Cristo (Apoc 19.19)
7) Cristo lançará a besta e o falso profeta no Lago de Fogo (Apoc 19.20)
8) Aqueles que rejeitaram a Cristo serão mortos (Apoc 19.21)
9) Satanás será lançado no abismo profundo por 1.000 anos (Apoc 20.1-3)
Após todo esse episódio se inicia o Milênio (deixemos para uma postagem em especial).
Após o Milênio ocorre o Grande Julgamento Final

  • O julgamento do Grande Trono Branco
Leia Apoc 20.11-15
Quem será julgado?
Apoc 20.12 identifica aqueles que serão julgados: "Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono". É interessante notar que esses são "os mortos" - mortos em transgressões e pecados por causa de sua rejeição a Jesus Cristo e, agora, ressuscitados para se apresentar nesse julgamento. Esses mortos são aqueles que não foram arrebatados, são os pecadores. São aqueles que morreram no passado. E quanto aos vivos, são aqueles que permaneceram na tribulação negando a Cristo.
Deus julgará aos ímpios e os lançará de uma vez por todas no lago de fogo juntamente com Satanás e por fim SUBIREMOS COM CRISTO JESUS à nossa morada celestial.

Ao vencedor dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono....Jesus Cristo

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25 de abril de 2009

Comentários

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Olá meus amigos e leitores,

Recentemente substitui o template de meu blog, e como é de praxe "blogueiro" amador, sempre, acaba fazendo algo de errado.

O campo "Postar comentários", para meu desespero, tinha desaparecido, entretanto esse probleminha já fora solucionado e o blog continua aberto para qualquer tipo de comentário.

Faça os seus, tira suas dúvidas, critique e elogie!

Gostaria, também, de aproveitar esse espaço para agradecer a todos os meus amigos e leitores. Em, apenas 03 meses de existência, esse blog alcança 2.800 acessos;
O blog foi condecorado com 04 selos em em função do seu bom conteúdo;
E recebemos visitas estrangeiras de:
Estados Unidos da América , Portugal
Peru, Reino Unido
Japão, Suécia
Suiça, Alemanha
Canadá, Itália
Venezuela, Espanha, Tailândia

Criei esse blog com o intuito de proclamar a Cristo e alertar quanto as heresias do presente século. A Deus seja toda Glória! Continuemos, olhando para o alto e buscando as coisas que de lá pertencem.

Um forte abraço a todos e não esqueçam...Façam seus comentários e tirem suas dúvidas, pois será um prazer corresponder com cada um de vocês
Pr Elder

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23 de abril de 2009

Qual o sentido da palavra: Pastor ?

2 comentários

Olá leitores! Estive, esses dias, um pouco ausente das postagens, pois como pastor precisamos meditar na Palavra de Deus.

A propósito o que você entende da palavra: PASTOR? Qual o sentido dessa palavra? Ser pastor !

Diante do quadro atual, em pleno século XXI, essa palavra tem deixado o seu sentido original e se transformado em um termo "banal".

Ser pastor é muito mais que ser um pregador. Está além de ser um administrador de igreja. Muito além de professor ou conferencista. Ser pastor é algo da alma, não apenas do intelecto.

Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele. É chorar pelos que se mantém rebeldes. É pensar no marido desta irmã, no filho daquela outra, na esposa do obreiro, nos vizinhos da igreja, nos garotos da rua. Ser pastor é tudo fazer para conseguir ganhar alguns para Cristo.

Ser pastor é festejar a festa da igreja. É alegrar-se com a alegria daquele que conquista um novo emprego, daquele que gradua-se na faculdade, daquele que recebe a escritura da casa própria ou do outro que recebeu alta no hospital. Ser pastor é ter o brilho de alegria ao ver a felicidade de um casal apaixonado, ao ver o sucesso na vida cristã de um jovem consagrado, é festejar a conversão de um familiar de alguém da igreja por quem há tempos se vinha orando. Ser pastor é desejar o bem sem cobiçar para si absolutamente nada, a não ser a felicidade de participar dessa hora feliz.

Mas ser pastor também é chorar. Chorar pela ingratidão dos homens. Chorar porque muitas vezes aqueles a quem tanto se ajudou são os primeiros a perseguirem-nos, a esfaquearem-nos pelas costas, a criticarem-nos, a levantarem falso testemunho contra a igreja e contra nós. É chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado.

Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo. É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa. Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina. Ser pastor é não aceitar subornos nem tampouco desprezar os não expressivos.

Ser pastor é ser pai. É disciplinar com carinho e amor, conquanto com a firmeza da vara, da correção e, não raras vezes, da exclusão de pessoas queridas. É obedecer a Bíblia, não aos homens. É seguir a Deus, não ao coração. Ser pastor é ser justo. Ser pastor é saber dizer não, quando a emoção manda dizer sim. Ser pastor é ter a consciência de não ser sempre popular, principalmente quando tiver que tomar decisões pesadas e difíceis, e saber também ser humilde quando a bênção de Deus o enaltecer diante do rebanho e diante do mundo. Os erros são nossos, mas a glória é de Deus.

Ser pastor é levantar-se quando todos estão dormindo e dormir quando todos estão acordados, socorrendo ao necessitado no horário da necessidade. Ser pastor é não medir esforços pela paz. É pacificar pais e filhos, maridos e esposas, sogros e genros, irmãos e irmãs. Ser pastor é sofrer o dano, o dolo, a injustiça, confiando nAquele que é o galardoador dos que o buscam. Ser pastor é dar a camisa quando lhe pedem a blusa, andar duas milhas quando o obrigam a uma, dar a outra face quando esbofeteado.

Ser pastor é estar pronto para a solidão. É manter-se no Santo dos Santos de joelhos prostrados, obtendo a solução para os problemas insolúveis. Ser pastor é não fazer da esposa um saco de pancadas, onde descontar sua fragilidade e cansaço. Ser pastor é ser sacerdote, mantendo sigilo no coração, mantendo em segredo o que precisa continuar sendo segredo, e repartindo com as pessoas certas aquilo que é "repartível". Ser pastor é muitas vezes não ser convidado para uma festa, não ser informado de uma notícia ou ser deixado de fora de um evento, e ainda assim manter a postura, a educação, o polimento e a compaixão. Ser pastor é ser profeta, tornar o seu púlpito um "assim diz o Senhor", uma tocha flamejante, um facho de luz, uma espada de dois gumes, afiada e afogueada, proclamando aos quatro ventos a salvação e a santificação do povo de Deus.

Ser pastor é ser marido e ser pai. É fazer de seu ministério motivo de louvor dentro e fora de casa. É não causar à esposa a sensação de que a igreja é uma amante, uma concorrente, que lhe tira todo o tempo de vida conjugal. Ser pastor é amar aos seus filhos da mesma forma que ensina aos pais cristãos amarem aos seus. É olhar para os olhos de seus filhos e ver o brilho de seus próprios olhos. É preocupar-se menos com o que os outros vão pensar e mais no que os filhos vão aprender, sentir e receber. É ver cada filho crescer, dando a cada um a atenção e o amor necessários. É orgulhar-se de ser pai, alegrar-se por ser esposo, servir de modelo para o povo. E, quando solteiro, tornar a sua castidade e dignidade modelo dos fiéis, enaltecendo ao Senhor, razão de sua vida.

Ser pastor é pedir perdão. Se os pastores fossem super-homens, Deus daria a tarefa pastoral aos anjos, mas preferiu fazer de pecadores convertidos os líderes de rebanho, pois, sendo humanos, poderiam mostrar aos demais que é possível ser uma bênção. Mas, quando pecarem, saberem pedir perdão. A humildade é uma chave que abre todas as portas, até as portas emperradas dos corações decepcionados. A humildade pode levar o pastor à exoneração, como prova de nobresa e integridade, como pode fazê-lo retomar seus trabalhos com maior pujança e vigor. Há pecados que põem fim a um ministério e ser pastor é saber quando o tempo acabou. Recomeçar é possível, mas nem sempre. Ser pastor é saber discernir entre ficar ou sair, entre continuar pastor e recolher-se respeitosamente.

Ser pastor é crer quando todos descrêem. Saber esperar com confiança, saber transmitir otimismo e força de vontade. É fazer de seu púlpito um farol gigantesco, sob cuja luz o povo caminha sempre em frente, para cima e em direção a Deus. Ser pastor é ver o lado bom da questão, é vislumbrar uma saída quando todos imaginarem que é o fim do túnel. Ser pastor é contagiar, e não contaminar. Ser pastor é inovar, é renovar, é oferecer-se como sacrifício em prol da vontade de Deus. Ser pastor é fazer o povo caminhar mais feliz, mais contente, é fazer a comunidade acreditar que o impossível é possível, é fazer o triste ser feliz, o cansado tornar-se revigorado, o desesperado ficar confiante e o perdido salvar-se. As guerras não são ganhas com armas, mas com palavras, e as do pastor são as palavras de Deus, portanto, invencíveis.

Ser pastor é saber envelhecer com dignidade, sem perder a jovialidade. É ser amigo dos jovens e companheiro dos adultos. Ser pastor é saber contar cada dia do ministério como uma pérola na coroa de sua história. Ser pastor é ser companhia desejada, querida, esperada. É saber calar-se quando o silêncio for a frase mais contundente, e falar quando todos estiverem quietos. Ser pastor é saber viver. Ser pastor é saber morrer.

E quando morrer, deixar em sua lápide dizeres indeléveis, que expressem na mente de suas ovelhas o que Paulo quis dizer, quando estava para partir: "combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé". Ser pastor é falar mesmo depois de morto, como o justo Abel e o seu sangue, através de sua história, de seu exemplo, de seus escritos, de suas gravações. Ser pastor é deixar uma picada na floresta, para que outros venham habitar nas planícies conquistadas para o Reino do Senhor. Ser pastor é fazer com que os filhos e os filhos dos filhos tenham um legado, talvez não de propriedades, dinheiro ou poder político, mas o legado do grande patriarca da família, daquele que viveu e ensinou o que é ser um pastor.


Por Elder Sacal Cunha

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18 de abril de 2009

Hipocrisia no Cristianismo

4 comentários

Queridos leitores e amigos, aí vai um pequeno desabafo e sei que muitos choram por essa situação.

Se evangelizar é encontrar uma pessoa na rua e com toda cara de pau dizer "Jesus te ama" e dar as costas, eu não evangelizo!
Se evangelizar é tocar hino nas praças e ir para casa se achando o máximo, eu não evangelizo!
Se evangelizar é ir numa marcha para fazer propaganda de igreja e cantores, eu não evangelizo!
Se evangelizar servir para arrastar pessoas para igreja quando tem festinhas com comida e montar esquemas para ela se sentir bem-vinda somente naquele momento, eu não evangelizo!
Se evangelizar é entregar folhetos que serão jogados no chão e criará mais sujeira nas ruas, eu não evangelizo!
Se evangelizar é pregar com base para embutir culpa nas pessoas bombardeando-as com idéias de pecado e conseqüentemente o inferno para os maus e céu para os bons, eu não evangelizo!
Se evangelizar é convencer as pessoas a se protegerem do mundo dentro de uma igreja que acaba se tornando um bunker contra toda guerra espiritual e ofensivas do diabo, eu não evangelizo!
Se evangelizar é sistematizar o Evangelho, eu não evangelizo!
Se evangelizar é encher as igrejas para termos mais dizimistas, eu não evangelizo!
Agora se evangelizar é caminhar junto, estar presente na vida das pessoas, ser ombro amigo, chorar e rir em vários momentos, então eu creio que eu evangelizo. Afinal entendo que o maior evangelismo de Cristo, foi estar ao lado, foi comer junto e presenciar toda a aflição e alegria do teu próximo. Creio que evangelizar é sinônimo de relacionamento. O verdadeiro evangelho não é feito de seguidores e sim de amigos. Portanto, se evangelizar é partilhar o pão nosso de cada dia, eu evangelizo.
Algo está muito errado quando a igreja local rejeita as pessoas que Jesus aceita. Erramos quando nosso foco é um grupo de pessoas de determinada classe social, embora dizemos que não fazemos acepção de pessoas. Não seria isso uma acepção?

Jesus veio para os profanos e sua vinda dá um fim ao que é profano em nós e nos faz dignos. Ele se assentava a mesa com qualquer um que queria estar presente, inclusive os que eram banidos das casas decentes. Compartilhava da refeição e eles recebiam consideração em vez da esperada condenação e desprezo.

Qualquer igreja que não aceite que é formada por homens e mulheres pecaminosos, e que existe para eles, rejeita o evangelho da graça.

Se a igreja permanecer de modo farisaico distante dos fracassados, das pessoas irreligiosas, das prostitutas, dos pobres e imorais não pode entrar justificada no reino de Deus.

Jesus gastava uma grande porção de seu tempo com gente que é descrita nos Evangelhos como sendo: cegos, pobres, coxos, leprosos, famintos, pecadores, cobradores de impostos, marginalizados, cativos, endemoniados, enfim a todos que não tem qualquer conhecimento da lei. Obviamente seu amor pelos fracassados e insignificantes não era exclusivo. Ele se relacionava com afeto e compaixão com gente de todas as classes (seja média ou alta) e não por causa das suas conexões familiares, formação, respaldo financeiro, inteligência ou status, mas porque eles também eram filhos de Deus.

A preferência de Jesus por gente de menor envergadura e sua parcialidade em favor dos pobres é fato irrefutável nos Evangelhos.

E a igreja atual o que tem focado? Você o que tem focado e feito para Deus?
Pense e reflita: Estamos imitando ao nosso Mestre?....

Referências e Bibliografia: Pavablog e O Evangelho Maltrapilho, Brennan Manning

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15 de abril de 2009

Reteté x Bereanos

10 comentários

Olá meus amigos e leitores!
Diante do quadro atual que vivemos, passamos por uma hora crítica em que precisamos avaliar e julgar os ensinamentos contundentes dos pregadores da boa vida e parar e pensar numa teologia bíblica.

Cada vez mais tenho percebido que parte dos evangélicos estão vivendo um estranho tipo de evangelho. O sensacionalismo bem como o emocionalismo, fruto do chamado Reteté tem ditado em nome do Espírito Santo comportamentos absolutamente contrários aos ensinos bíblicos.
Em nome da experiência, doutrinas e práticas litúrgicas das mais RIDICULAS que têm se multiplicado em nossos arraiais - "Sapatinho de fogo, unção do cajado, do riso, do leão, da urina, galo que profetiza, kung-fu", entre tantas outras mais, me faz abordar esse assunto.

Talvez ao ler este texto você esteja dizendo: quem somos nós para julgar alguém?
A Bíblia nos ensina que não podemos julgar ninguém. Ora, quando o Senhor Jesus advertiu contra o juízo temerário (Mt 7:1-6), Ele não estava declarando pecaminoso e proibido toda e qualquer forma de juízo. Dentro do contexto de Mateus nosso Senhor nos induz a discernir quem é cão e porco para que não se desperdice a graça de Deus. Julgar não é pecado! Afinal o próprio Deus exerce juízo. Ele mesmo nos ordena exercer o discernimento, que diga-se de passagem é o dom mais ignorado, e talvez o mais odiado hoje em dia.
Cristo julgou os escribas e fariseus pelo seu comportamento hipócrita e doutrinariamente distorcido (Mt 23:1-36). Se o julgar não é o papel de um homem de Deus, então creio que tanto os profetas do Antigo Testamento como os apóstolos devem ser despidos deste título! O que falar então dos crentes de Beréia? Ora, diz a Bíblia que eles não engoliam qualquer ensinamento, antes pelo contrário, verificavam se o ensino estava de acordo com a sã doutrina.
Como já escrevi inúmeras vezes, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.
O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.
Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

O que precisamos, de verdade, é retornar aos tempos dos "joelhos calejados", tempos em que gastavamos horas meditando na Palavra do Senhor individualmente, tempos em que choravamos diante do Pai por sermos pecadores e não merecedores de tanto amor, tempos em que havia união entre as igrejas de Cristo, tempos em que não havia falsidade dentro da da casa do Senhor, tempos em que pastores eram respeitados e não invejados por outros pastores.... Um dia retornaremos a essa condição.... MARANATA Ora vem Senhor Jesus!
SOLA SCRIPTURA - bradou Martinho Lútero

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13 de abril de 2009

Profetas na modernidade?

6 comentários

Olá leitores! Estou de volta e hoje vamos abordar o seguinte tema: Profetas ainda existem?


São tantas as alegações que ouvimos a cerca do surgimento de novos profetas. Será que essas alegações têm precedentes? Isto depende em grande parte de nossa definição do que seja "profecia" e "profeta".

O conceito bíblico do Antigo Testamento, evidencia que um profeta era um instrumento da revelação divina, a quem vinha a Palavra do Senhor e que, portanto pronunciava as próprias Palavras de Deus.

Neste sentido do termo, que é o significado bíblico, creio que devemos dizer que não há mais profetas, porque a auto-revelação de Deus foi completada em Cristo e no testemunho apostólico de Cristo, e o cânom da Escritura foi encerrado há muito tempo. Além disso, "profetas" vêm logo depois dos apóstolos em Efésios 2.20, encarados como fundamento sobre o qual a igreja é edificada. Certa vez ouvi um pastor e teologo dizer: "O conhecimento mais simples possível de construção arquitetônica é suficiente para nos dizer que, uma vez colocado a alicerce de um edifício e a estrutura superioir sendo construída, o alicerce não pode ser colocado novamente". Portanto, no sentido primordial de profetas, como veículos de revelação direta e nova, parece que temos de dizer que este dom não é mais concedido.

Não existe mais ninguém na igreja que pode arriscar-se a dizer: "Veio a mim a Palavra do Senhor dizendo."

Entretanto, tem sido argumentado que profeta pode ser usado em um outro sentido, secundário. Algumas pessoas acham que hoje pode haver pessoas como o profeta Ágabo, cuja função não é acrescentar algum elemento à revelação, mas predizer algum evento futuro. Isto é possível. Todavia, tanto a história da igreja quanto a experiência pessoal me fazem ser cauteloso. Eu mesmo, já ouvi muitas predições que não se cumpriram e já vi pessoas sendo iludidas por muitas profecias.

Na Escritura, um profeta não é, em primeiro lugar, uma pessoa que prediz o futuro, nem alguém que comenta o cenário político, nem um pregador avivado, nem mesmo alguém que traz uma palavra de ânimo; ele é a boca de Deus, o instrumento de uma revelação.

Hoje, Deus não ensina mais a igreja através de uma nova revelação, mas pela exposição da sua revelação que foi completada em Cristo e na Bíblia. O que temos, hoje, é dom da profecia e essa deve ser, sempre, julgada por dois ou três como a Bíblia nos ensina.

Alguém no passado já disse: Paremos de discutir a Bíblia e vamos obedecê-la.

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12 de abril de 2009

Interpretação de línguas e Profecia

1 comentários

Queridos leitores, dando continuação a postagem O falar em línguas, responderei uma outra questão enviada pela irmã e amiga Maya Felix. Ela pergunta:
- "O falar em línguas não é para a edificação da Igreja e não deve ser sempre traduzida?"
Como já abordamos anteriormente, são nove os dons do Espírito mencionado em 1 Coríntios 12.8-10 e divididos em três grupos:
Os dons da revelação (palavra da sabedoria, palavra da ciência e discernimento de espíritos)
Os dons de poder (fé, cura e operação de milagres)
Os dons vocais (línguas, interpretação de línguas e profecia)
Hoje, esclarecendo, a dúvida de nossa irmã falarei sobre o DOM DE PROFECIA E INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS

Primeiramente, ressalto que o dom de línguas é para nossa própria edificação e a não edificação do corpo (igreja) Leia 1 Cor 14.4. Ao orar em línguas estamos nos fortalecendo, estamos comunicando com o Pai em mistérios, pois não sabemos orar como convém, mas o Espírito intercede por nós. (Rom8.26). Esse assunto já abordamos anteriormente.

Dom de Profecia
Em 1 Coríntios 12.10 temos "a outro é dada o dom da profecia". Entendemos de maneira literal que esse dom é a mensagem verbal dada através do Espírito Santo para "edificação, exortação e consolação do povo de Deus" ( ICor 14.3). A profecia edifica ao corpo da igreja , desta maneira o Apóstolo Paulo nos instrui a buscar principalmente esse dom (1 Cor 14.1)

O grau da profecia na igreja hoje não é o mesmo da "profecia da Escritura" (2 Pe1.20) -essa é infálivel.
A profecia de hoje deve ser sempre julgada (I Cor 14.29), E TOME MUITO CUIDADO, pois nosso Deus e Pai não é terrorista e está presente para nos dar vida. Tome cautela com aquelas profecias, do tipo: "Eis que vejo uma nuvem negra sobre ti; Eis que vejo uma cova aberta; Eis que Deus vai balançar a figueira" Descarte-as! O principal propósito da profecia hoje, não é predizer eventos futuros, mas edificar, exortar e confortar cristãos.
Concernente ao dom de profecia, quero dizer que este dom também pode relatar eventos futuros, mas sem dúvida jamais poderá ser considerada igual a Palavra de Deus escrita, nem tampouco substituí-la.

Interpretação de línguas
Em I Cor 14.13 temos: "Quem fala em língua, ore para que a possa interpretar"
Essa interpretação é diferente de uma tradução comum. Tradução, na maioria das vezes, dá o sentido palavra por palavra de uma língua estrangeira, enquanto interpretação de línguas deixa claro o sentido dessa mesma língua. Exemplo: uma mensagem em línguas pode ser curta, enquanto sua interpretação é longa ou vice-versa.
Como outro qualquer dom, esse dom é manifestado através da inspiração do Espírito Santo e ninguém pode sair por aí interpretando mensagens em línguas continuamente, como faria se estivesse traduzindo uma língua.

Minha querida irmã Maya Felix e leitores, espero ter contribuído ao vosso aprendizado. Dúvidas me escrevam
Abraço do Pr Elder e não se esqueçam: Os dons do Espírito são instrumentos de poder que nos auxiliam e nos capacitam a continuar o ministério de Cristo, não devemos ficar orgulhosos por termos um ou outro dom.

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11 de abril de 2009

O falar em línguas

6 comentários

Queridos leitores, hoje resolvi responder a um email que recebi no decorrer desses dias. E quanto ao assunto tratado, o classifico de extrema importância à Igreja de Cristo.
(Não gostaria de expor a irmã que me enviou o referido email, por isso não mecionarei o seu nome. )
Fui questionado quanto ao dom de falar em línguas estranhas. Essa irmã que congrega na Igreja Batista, atualmente, se encontra confusa quanto ao dom de línguas mencionado na Bíblia Sagrada. Alguns dizem à ela, ser "coisa da carne" e outros possuem posição diferente, afirmam que são idiomas.
Como sempre, vamos ver o que diz a nossa Carta Magna. Daremos crédito à essa e não à homens, nem à doutrinas e menos ainda à religiões.
Primeiramente, em I Coríntios 14.2,4, temos:
"O que fala em língua estranha não fala aos homens, senão a Deus, porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios. O que fala em língua estranha edifica-se a si mesmo.."
Vamos fazer aqui um breve estudo e gostaria que vocês leitores participassem também.

Os dons do Espírito
Notemos que Paulo escreve em I Coríntios 12:6 (leia em sua Bíblia), a cerca da diversidade de operações/ministérios, porém é o mesmo Espírito que opera em todos.
Os dons do Espírito Santo são instrumentos de poder que levam adiante, com sucesso, a realização do trabalho de Deus em sua Igreja. Esses dons capacitam ao cristão a continuar o trabalho de Cristo com responsabilidade e eficácia.
Na Bíblia Sagrada, são nove dons registrados em I Coríntios 12.8-10, e podem ser dividios em grupos como:
1) Dons da revelação (palavra da sabedoria, palavra da ciência, discernimento de espírito)
2) Dons de poder (fé, cura e operação de milagres)
3) Dons vocais (línguas, interpretação de línguas e profecia)
Hoje, vamos abordar somente o Dom de Línguas.
As línguas devem ser colocadas em duas categorias: como um sinal e como um dom.
O falar em línguas quando alguém recebe o batismo do Espírito Santo é chamado de línguas de sinais, o que é uma prova exterior do enchimento do Espírito Santo (veja nesse blog a postagem" Habitação do Espírito Santo x batismo do Espírito Santo).
Para quem lê a Bíblia, está claro que todos os exemplos de línguas relatados em Atos, indicam o sinal externo do batismo do Espírito Santo. As línguas mencionadas em 1 Coríntios 12 e 14 são em essência as mesmas relatadas em Atos, porém usadas com propósito diferente, portanto, são chamadas "línguas como um dom"

Qual a diferença?
Quando falar em línguas é um sinal, as línguas cessam depois da iniciação do batismo do Espírito Santo e para continuar falando em línguas, deverá receber o dom de línguas.
Minha amada esposa por, alguns, anos andou indignada. Pensava ela que tinha extinguido o Espírito de sua vida, pois certo dia falou em línguas estranhas e depois não falou mais. Na verdade o que tinha ocorrido, era apenas a evidência do Batismo/enchimento do Espírito, e logo com o passar dos meses ela recebeu o dom de línguas.

O que ganho falando em línguas?
-Possibilita uma profunda comunicação espiritual com Deus, pois quem fala em línguas, não fala aos homens, senão a Deus. Com efeito ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios ( I Cor 14.2).
Agora pergunto: Como dizer, hoje, que o dom de línguas é , somente, dom de idiomas? Respondo: quem fala, fala à Deus e em mistérios e homem NENHUM ENTENDE. (seria isso algum idioma? existiria esse idioma no globo terrestre? Sendo assim, o dom de línguas não se resume aos idiomas).
-Traz progresso à vida de fé: quem fala edifica-se a si mesmo, ou seja, se mantém com maior disposição, vontade de estar atuando na Obra de Deus, mantém a chama acesa e o vigor no dia-a-dia.
-Torna a oração e adoração mais profunda (leia I Coríntio 14.15).
Portanto, concluo que todo cristão deve experimentar o Batismo do Espírito Santo e, como diz I Coríntios 14.1, procurar com zelo os dons espirituais. Quanto ao dom de línguas, esse é um dom atual celestial e prometido por Jesus Cristo.
"E estes sinais seguirão aos que crerem:em meu nome, expulsarão demônios, falarão novas línguas;" Marcos 16.17

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7 de abril de 2009

O evangelismo que Jesus jamais utilizaria

1 comentários

Olá queridos leitores, estive pensando esses dias e resolvi postar a seguinte mensagem: O evangelismo que Jesus jamais utilizaria.

Que Jesus não foi o autor ou criador de estratégias isso é certo, porém não podemos afirmar que o Nosso Senhor, em seu ministério, não se valeu de estratégias ou meios de evangelismo.

Jesus se valeu das estratégias, porém com prudência, cautela, palavra certa na hora certa e para pessoa certa. No entanto, o que assistimos hoje, em pleno século XXI, é uma "troca" do Evangelismo pelas Estratégias humanistas.

Quando evangelizamos, visamos alcançar vidas perdidas, aliás essa foi uma das estratégias de Cristo. Ele afirmou "de preferência , procurai as ovelhas perdidas".
Quando evangelizamos o nosso interesse está em agradar e obedecer a Deus e jamais visar a nossa promoção. Jesus, também, se valeu dessa estratégia, vejam: "Também os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante Dele e exclamavam: Tu és o Filho de Deus! Mas Jesus lhes advertia severamente que o não expusessem à publicidade."

Agora o que dizer dessas estratégias desenvolvidas pela raça humana:
G-12; M-12; R-12; Células; Batalha Espiritual; Propósitos; Pontos de contatos; Administrando as emoções; Psicanálise; Ringue na igreja; Bloco de carnaval gospel; Adoração extravagante; Enterrar Bíblias em áreas geográficas; Ungir as cidades; Ungir as praias; Ungir as entradas e saídas das cidades; Quebra de maldição hereditária; Incubação de bençãos; Confissão positiva; Distribuição da rosa de Sarom; Distribuição das chaves de Davi; Distribuição do sabonete da purificação; Adoração a anjos, Auto-ajuda...etc...

Certamente, o Nosso Mestre, jamais nos ensinou tais meios heréticos.
Algo está errado com a Igreja de Cristo!
Em plena a modernidade o homem vive o seu evangelho, conhecido como o "Evangelho Egocentrico" voltado, somente, para o seu interesse, suas necessidades e sua fama.
O que mais me impressiona é que ainda clamam por um avivamento. Que tipo de avivamento esperam?
Lembro-me do brado da Reforma Protestante liderada por Lutero: "SOLA SCRIPTURA". Se querem avivamento olhem para Cristo, para os seus ensinamentos e deixem de lado toda "ARTMANHA DE SATANÁS"

Fiquemos com o Verbo da Vida!

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